Manter-se atualizado é tão importante quanto estudar

Cresce o número de seleções que cobram a disciplina de Conhecimentos Gerais nas provas

Por nara.boechat

Rio - Questões sobre atualidades são cada vez mais comuns nos concursos públicos. Como o assunto é muito abrangente, a preparação para as provas deve incluir, principalmente, leitura de jornais e revistas, além do estudo das disciplinas de História e Geografia. Saber relacionar os fatos e interpretá-los é fundamental para ter bom desempenho nas provas.

As seleções que mais costumam cobrar temas atuais são aquelas ligadas ao Judiciário, à área econômica e a órgãos de atendimento à população. “Em linhas gerais, os concursos federais para bancos, como Banco do Brasil, Banco Central e BNDES, Polícia Federal e INSS, costumam cobrar atualidades. Além disso, há concursos estaduais e municipais em que esse conteúdo é cobrado”, explica Alexandre Pinto, autor livro ‘Atualidades - Entenda o mundo contemporâneo’.

Lindomar Rodrigues%2C professor do Curso Progressão%2C orienta a candidata Fabiana. “A cobrança de atualidades é cada vez mais frequente”%2C diz eleDivulgação

Como estudar

Em função do conteúdo extenso, muitos candidatos buscam o apoio de aulas especializadas em atualidades. Elas ajudam a direcionar os estudos para os assuntos mais cobrados.

É o caso da supervisora administrativa Fabiana Nogueira Paz, 32 anos. “Além do curso, diariamente entro em sites de notícias para acompanhar os acontecimentos”.

Para o professor Lindomar Rodrigues, do Curso Progressão, ler apenas jornal não é suficiente para ter sucesso na prova. “É bom que essa leitura seja complementada por outras fontes, como artigos de especialistas, documentos oficiais e declarações de autoridades públicas”, ensina.

Há também material de estudo sobre atualidades que podem ser encontrados em livrarias e bancas de jornal.

Política e Economia são cobradas

Professor de História e Atualidades do Concurso Virtual, Orlando Stiebler explica que fatos de até 20 dias antes da prova podem ser cobrados. “A vinda do Papa, por exemplo, já caiu em prova. A questão pedia que o candidato relacionasse política e religião”, diz.

Segundo Alexandre Pinto, autor do livro ‘Atualidades’, geralmente são cobrados temas mais debatidos pela mídia. “Economia, Meio Ambiente, temas sociais, Direitos Humanos e Relações Internacionais são sempre cobrados. Cultura e Esporte aparecem menos”, explica.

Candidatos devem ficar atentos também às efemérides, as datas comemorativas, principalmente em relação a alguma pessoa ou fato histórico. “Todo ano tem alguma efeméride. É uma questão que cai bastante”, diz Stiebler.

O professor aposta que este ano as provas devem incluir a Primavera Árabe, política externa brasileira e a crise mundial.

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