Genéricos são 56% mais baratos que remédios de marca, diz pesquisa

Levantamento do Procon de São Paulo aponta diferença de preços nas farmácias

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - Pesquisa da Fundação Procon informa que medicamentos genéricos estão, em média, 56,63% mais baratos do que os de marcas conhecidas. Além disso, as diferenças de preços entre um estabelecimento e outro chegaram a mais de 1.000%. O levantamento diz respeito à capital paulista e cidades interioranas, no entanto, como os remédios são tabelados, vale para outros estados.

Foram apurados os preços de 58 medicamentos, dos quais 29 de marca e 29 com o mesmo princípio ativo ou genérico, encontrados em 15 drogarias, em cinco regiões da cidade de São Paulo. Na comparação entre os genéricos, constatou-se diferença de l.l32% na caixa com 20 comprimidos de diclofenaco sódico (50 mg), que custava R$ 1 em um estabelecimento e em outro, R$ 12,32.

Variação de preços de uma farmácia para outra passa dos 1.000%Felipe O'Neill / Agência O Dia

Já entre os produtos de marca, o mesmo item chegou a apresentar diferença de 364,29% de uma farmácia para outra. Foi o caso do Dexason (acetato de dexametasona, 1mg/g), do laboratório Teuto, 1mg/g em creme de 10g, cujos preços variaram entre R$ 2,10 e R$ 9,75.

O Procon recomenda que, ao comprar medicamentos, o consumidor verifique se números de lote, prazos de validade e data de fabricação coincidem com os que estão marcados nas cartelas ou frascos. Além disso, todo remédio deve ter número de registro no Ministério da Saúde.

Anvisa define as diferenças dos remédios

?A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) define medicamento de referência (marca) como produto inovador registrado no órgão federal competente, cuja eficácia, segurança e qualidade tenham sido comprovadas cientificamente. De acordo com o órgão, os genéricos e similares podem ser considerados “cópias” do medicamento de referência.

A Anvisa recomenda que os remédios sejam guardados em local seco, arejado e fora do alcance de crianças. Já o Procon sugere que se tenha cuidado especial com remédios de formato ou aroma atrativo às crianças, citando formato de bichinhos e cheiro ou gosto de chiclete ou bala como exemplos.

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