Deixe de implicância com a sua timeline

O segredo da felicidade online é saber escolher quem são as suas companhias. Simples assim

Por bferreira

Rio - A consultoria eMarketer acaba de divulgar que nada menos que 1,6 bilhão de pessoas vão usar alguma rede social este mês. A maioria estará no Facebook, que baterá 1,02 bilhão de usuários ainda este ano. Mas temos também Twitter, Instagram, Google+ etc. Em todas essas comunidades, estará algo como 23% da população mundial.

O segredo da felicidade online é saber escolher quem são as suas companhias. Simples assimReprodução

E o Brasil? Nada menos que 73,5% dos internautas do país acessam o Facebook — 12,8% mais que no mesmo período de 2012. A segunda rede mais acessada está bem longe. Trata-se do YouTube, com 16,34% das visitas nossas de cada dia.

O que há de qualidade realmente nessa farra toda? Difícil saber. Mas tenho lido muita gente reclamando do conteúdo em sua timeline, ou seja, aquela lista de posts escritos ou indicados pelos amigos virtuais. Com isso, alguns resolvem tirar férias de Facebook. Ora, quem cria a timeline é o próprio usuário. Portanto, o segredo da felicidade online é saber escolher quem são as suas companhias. Simples assim.

A propósito: como os papais estão cada vez mais integrados ao Facebook, seus filhos estão migrando para apps que permitem, digamos assim, mais privacidade. Nos EUA, a tendência já vem de longe. Não é por acaso que “o WhatsApp virou um novo Facebook”, como diz um veterano analista da imprensa e arguto observador das redes sociais. Tudo a ver.

Meu próximo iPhone vai ser um Android...

Diretorzão da Google, Eric Schmidt publicou no Google+ instruções sobre como migrar do iPhone para o mundo Android. Tudo a ver. O smartphone da Apple ainda é mais intuitivo que os aparelhos com Android — que, no entanto, vendem bem mais que o seu rival. Motivo? Preço. A Apple está feliz vendendo caro, mas isso dura para sempre.

‘Força na peruca’ é o novo lema da Sony

A Sony está registrando a patente de uma peruca inteligente. Ela vibra quando seu celular estiver tocando e também tem GPS, que serve para informar a sua localização. Parece exótico, mas é mais um capítulo na briga pelo mercado de computadores vestíveis (a palavra feia, só que ainda não vi tradução mais simpática para ‘wearable’).

Menos decoreba e mais tablets na sala de aula

O MEC anuncia: professores do ensino fundamental da rede pública começarão a receber 460 mil tablets em 2014. Eles vão receber treinamento adequado — até porque, como sabemos, a garotada já nasce dominando tecnologia. E, por isso mesmo, já não vê mais graça nenhuma nas aulas naquele velho estilo tradicional.

Arquivos externos

Aplicativo exclusivo para mulheres, já está no topo da lista de downloads, por aqui, o Lulu, que ainda nem foi lançado oficialmente. Qual o objetivo dele? Avaliar, anonimamente, o desempenho e o comportamento da rapaziada. Se é que vocês me entendem, as meninas criaram um programinha para fazer o ranking dos ex-namorados, ex-peguetes, ex-casos etc e tal. Prato cheio para fofocas, vinganças, aleivosias e decepções.

A web foi criada pelo britânico Sir Tim Bernes-Lee, que ganhou o título honorífico justamente pela sua invenção. Ele toca a World Wide Web Foundation, que se dedica a tentar melhorar o nível da Humanidade, digamos assim. Semana passada, a fundação divulgou estudo mostrando que o Brasil está na 33ª posição do Web Index Report, que avalia o quanto um país usa a rede em favor dos direitos humanos, assim como no desenvolvimento do seu povo. Para quem é tão viciado em internet, como o brasileiro, esse resultado não é dos melhores. Mostra que sim, estamos todos conectados, mas cada um por si, e a banda larga por todos. Projetos em benefício comum não são mesmo o forte dos brasileiros.

Mas a WWWF mostra que o Brasil tem destaque no uso das redes sociais. Mais especificamente, na organização manifestações como as que tomaram o país nos últimos meses — e que, aliás, acabaram sumindo.

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