Por thiago.antunes

Rio - Os brasileiros fizeram mais depósitos na poupança do que saques no ano passado, resultando em captação líquida de R$71,047 bilhões. O resultado é recorde em toda a série histórica, iniciada em 1995. O dado foi divulgado ontem pelo Banco Central. Em 2012, o saldo ficou em R$ 49,719 bilhões. Em dezembro de 2013, entram nas contas R$ 11,201 bilhões que também foram recorde para todos os meses da série histórica do BC.

No período, os depósitos chegaram a R$ 148,506 bilhões e as retiradas totalizaram R$137,304 bilhões. Foram creditados rendimentos no total de R$ 3,012 bilhões. No último mês de 2012, a captação ficou em R$ 9,205 bilhões. Ao final do ano passado, o saldo da poupança ficou em R$ 597,943 bilhões. Desse estoque total, R$ 466,788 bilhões são do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e R$ 131,154 bilhões da poupança rural.

Dados do BC mostram que depósitos em poupanças superaram os saques e resultaram em saldo recorde de R%24 71%2C047 bilhõesReprodução

A poupança tem rendimento de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais Taxa Referencial (TR). Esse é o percentual definido pelo governo sempre que a taxa básica de juros, a Selic, estiver acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa está em 10% ao ano e deve continuar a subir. A previsão das instituições financeiras é que a Selic feche 2014 em 10,5%. Essa forma de cálculo do rendimento da poupança foi definida pelo governo em 2012. Por essa regra, sempre que a taxa básica for igual ou inferior a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da Selic mais a TR.

Para especialistas, todo cidadão deveria poupar por quatro motivos básicos: manter um fundo para emergência; comprar um bem que pode ser a casa ou o carro; garantir uma aposentadoria; ou a educação dos filhos. Porém, estes motivos podem ser ampliados com a reforma e manutenção da casa, do carro ou pela economia em si, sem grandes expectativas futuras.

Você pode gostar