Por bferreira

Rio - A paralisação das obras do Parque Olímpico Rio 2016 completa hoje 15 dias e um acordo entre patrões e empregados está longe de acontecer. Operários fizeram novo protesto na porta do empreendimento, complicando o trânsito na região. Eles chegaram a interditar, por alguns minutos, a Avenida Embaixador Abelardo Bueno. O fato ocorreu um dia após, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, ficar acertado a volta ao trabalho para que as negociações fossem retomadas.

Além de não se entenderem, agora cada lado dá a sua versão para a manutenção da greve. Enquanto o sindicato da categoria acusa a Concessionária Rio Mais de impedir a volta dos operários ao trabalho — após estes aprovarem, em assembleia na manhã de ontem, o fim do movimento —, o consórcio nega a versão. Segundo a concessionária, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio de Janeiro (Sintraconst-Rio) estariam orientando os funcionários a entrarem no canteiro de obras, mas reiniciarem as atividades em regime de operação tartaruga (em ritmo lento). Ainda segundo a Rio Mais, logo depois a entidade teria mandado os operários a irem para casa.

Presidente Sintraconst-Rio, Carlos Antônio Figueiredo Souza afirma que um engenheiro do consórcio orientou os operários a paralisarem o trabalho: “Além disso, ele disse que não haveria café da manhã e nem almoço.” Segundo o presidente, o sindicato entrou com petição no TRT-RJ, relatando os fatos e pedindo intervenção do Ministério Público do Trabalho.

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