Previsão da CNC para crescimento de vendas este ano diminui

Com queda de -0,05% do varejo em março, constatada pelo IBGE, projeção da entidade passa de 5,3% para 4,9%

Por leonardo.rocha

Rio - Em março, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu -0,5% em comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, a maior retração mensal desde maio de 2012. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE, a queda no mês foi puxada pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e de combustíveis e lubrificantes (-1,5%).

O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (-0,6%) e materiais de construção (-3,1%) acusou variação de -1,2% na mesma base comparativa. A alta de julho foi a maior desde janeiro de 2012. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de -1,1%, a maior desde outubro de 2003 (-3,0%).

Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apesar da conjuntura favorável ainda observada no mercado de trabalho, a persistência da inflação e o custo crescente do crédito ao consumidor podem ser apontados como os principais responsáveis pela desaceleração das vendas, após um período de recuperação do nível de atividade do setor, observado na segunda metade de 2013.

Para abril, a expectativa da Confederação é de que o volume de vendas do varejo suba 0,5%. Já para o final de 2014, espera-se que o volume de vendas do varejo registre expansão de 4,9% puxada pelas vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+8,4%).

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