Por bferreira

Rio - Com o começo hoje da operação da concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, e do Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, à iniciativa privada, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) tem um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para enxugar o quadro de funcionários. Segundo o presidente da empresa, Gustavo do Vale, 1,6 mil empregados já aderiram ao PDV e a meta é alcançar 2.500 trabalhadores.

“Precisamos de mais 900 adesões para equalizar a empresa. Ainda não ampliamos porque não temos recursos para pagar os valores”, disse do Vale.

O presidente explicou que o custo do programa é estimado em R$ 750 milhões e será necessário aporte de recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil para fechar a conta.

Segundo a empresa, cerca de 80% dos funcionários dos aeroportos concedidos foram devolvidos à Infraero. Outro dado revelado ontem é que a estatal vai passar a ter um prejuízo de cerca de R$ 450 milhões ao ano a partir de 2015. Assim, a demissão voluntária de pessoal seria uma solução para equilibrar as receitas e despesas da autarquia.

Em 2012, no último ano em que operou todos os aeroportos no Brasil, a estatal registrou lucro de R$ 1 bilhão. Contudo, perdeu importante parte da receita com a privatização de seus principais terminais, como os do Rio de Janeiro, de Guarulhos e de Brasília.

De acordo com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, outra alternativa seria o ressarcimento pela navegação aérea, que poderia injetar R$ 500 milhões por ano no orçamento da autarquia.

Você pode gostar