Sindicato aponta más condições de trabalho de servidores do TJ

Sind-Justiça já encaminhou queixa para o Ministério do Trabalho e Corpo de Bombeiros

Por bferreira

Rio - Indignados com as condições expostas durante o expediente de trabalho, os servidores do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) prometem não entrar hoje no edifício alugado pelo órgão, na Avenida Presidente Vargas 255, no Centro. A ação é promovida pelo Sind-Justiça, sindicato da categoria. A entidade apontou diversas irregularidades em um ofício encaminhado à administração do tribunal, para o Ministério Público do Trabalho (MPT) e para o Corpo de Bombeiros.

O sindicato defende que o ato terá como base o princípio da dignidade humana e da segurança no trabalho. “O prédio foi alugado por R$ 971.370 mensais. Vamos paralisar as atividades porque há total clima de insegurança tanto em relação à violência quanto à estrutura física do prédio”, disse Alzimar Andrade Silva, da coordenação do Sind-Justiça.

Ele também cita que já teve uma servidora que foi atacada por bandidos. E que muitos usuários de drogas também incomodam os funcionários que transitam perto do edifício e que há caso também de assalto em frente ao prédio alugado.

O sindicato também apontou que não há qualquer filtro no local que impeça que a poeira das obras dos outros andares invada os cartórios e corredores. O que obriga os servidores a respirarem um ar impregnado de poeira e fumaça de cigarro dos pedreiros que trabalham na obra. O problema ainda não teria sido solucionado.

JOGO DE EMPURRA

O sindicato aponta ainda um jogo de empurra entre a administração do Tribunal de Justiça do Rio e a administração do prédio. Outra complicação descrita pela entidade é a falta de manutenção no ar condicionado. “Todos estão se sentindo praticamente congelados durante o expediente. Não está regulado”, aponta Alzimar.

ORÇAMENTO

Ainda de acordo com a coordenação do Sind-Justiça, há falta de interesse em oferecer condições dignas de trabalho para os servidores. Já que há alto financiamento de auxílio para desembargadores do órgão. Procurado pela coluna por meio de e-mail, o Tribunal de Justiça não se pronunciou até o fechamento da edição.

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