Por bferreira

Rio - Apesar de as empresas de telecomunicações afirmarem que já se adaptaram às novas regras da Agência Nacional de Telefonia (Anatel) que determinam mais transparência na oferta de planos e promoções, ainda é difícil para o consumidor visualizar com clareza as informações sobre o serviço que ele está adquirindo.

Ontem entrou em vigor uma norma da agência que estabelece que as operadoras de internet, TV a cabo e telefonia ofereçam informações padronizadas sobre planos e ofertas oferecidos ao consumidor. A intenção é que os clientes tenham mais facilidade para comparar preços e produtos.

“Ele (cliente) precisa saber quanto tempo vale a promoção, qual é o valor pago e quando ela acaba, por exemplo”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

Cada operadora tem um jeito diferente de apresentar a informação, confundido o usuário. No site da Claro, por exemplo, a operadora tem planilhas com série de dados de difícil entendimento. A Oi colocou no site lista de planos e ofertas, mas somente com a ajuda da assessoria de imprensa foi possível encontrar o link. Na Vivo, a informação está no rodapé da página. A Tim não respondeu à reportagem do DIA.

Os consumidores esperam que a nova regra simplifique o processo de escolha das prestadoras de serviços. O comerciante Sebastião Simplício, 56 anos, afirma que tem dificuldades quando precisa escolher um plano. “Não existe tabela para o cliente ver tudo com facilidade”, reclama ele, que trocou a operadora de TV a cabo recentemente. “Com a TV, a pesquisa foi mais simples”, diz.

ENTENDA

REGULAMENTO
As normas que entraram em vigor ontem fazem parte do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), uma série de medidas que está sendo implantada desde fevereiro para facilitar a vida do consumidor.

OFERTAS
Cada nova regra teve um prazo para entrar em vigor. Ontem, passou a valer a medida que obriga todas as operadoras a informar os preços de serviços e ofertas de forma padronizada.

PASSO A PASSO
Outra regra que passou a vigorar foi que as empresas terão que guardar histórico de solicitações dos clientes por pelo menos três anos.

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