Por felipe.martins

Rio - O vendedor autônomo Paulo Henrique dos Santos, 43 anos, cadeirante há 24 anos em função de um acidente de trânsito, foi uma das 500 pessoas com deficiência que se candidataram a uma vaga de emprego oferecidas, ontem, no Rio Mais Inclusivo, feira que aconteceu ontem no Centro Politécnico do Senac RJ, no bairro do Riachuelo, Zona Norte.

“Antigamente não tinha oportunidade como esta que tenho hoje (ontem)”, disse Paulo Henrique durante inscrição no estande da multinacional P&G, uma das 42 empresas participantes da feira.
O objetivo do evento era ajudar as empresas a cumprirem a Lei de Cotas (8.213/91). Mas atualmente apenas 30% das corporações, obrigadas a ter reserva de vagas, cumprem integralmente a legislação.
Cláudio Santana, 35, que teve paralisia infantil comprometendo seus movimentos do lado direito, também se cadastrou. Ele procurava emprego na área administrativa.

O vendedor autônomo Paulo Henrique dos Santos quer começar a trabalhar com carteira assinadaCarlo Wrede / Agência O Dia

“Espero conseguir a oportunidade. Até perdi a conta em quantas empresas me inscrevi”, disse esperançoso, ao se cadastrar no estande da Casa de Saúde Santa Therezinha.

Apesar de não ter atingido o número esperado de inscritos, já que, juntas, as 42 empresas estavam com 1.200 vagas abertas, o auditor fiscal do Trabalho, Joaquim Travassos, considerou o resultado positivo. “Foi apenas o ponta pé inicial. Faremos outra feiras. A ideia é ter, no mínimo, uma por ano. Nossa intenção também foi nos aproximar das empresas para sabermos as dificuldades para cumprirem a Lei de Cotas”, diz.


“Analisaremos o que as empresas precisam em termos de mão de obra e o que as pessoas com deficiência e os segurados do INSS têm a oferecer. Assim, poderemos pautar nossas ações com as necessidades do mercado”, explica gerente-executivo da Gerência Centro do INSS do Rio, Flávio Souza.

Os participantes ainda puderam se inscrever em uma das 200 vagas gratuitas de cursos de capacitação do Senac RJ. “A ideia é analisarmos a carência de capacitação dos inscritos para definirmos cursos mais focados na necessidade da maioria”, a gerente de Responsabilidade Social do Senac RJ, Ana Paula Nunes.

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