Por bferreira

São Paulo - Em um dia de expectativas em relação à divulgação do balanço financeiro da Petrobras, a estatal viu seus ativos desabarem novamente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ontem, era esperada a publicação dos dados referentes ao terceiro trimestre do ano, sem auditoria da PricewaterhouseCoopers, consultora responsável por avaliar as contas da companhia. Até o fechamento desta edição, no entanto, o documento não havia sido divulgado e a estatal não informou o motivo do atraso.

Na Bolsa, as ações do tipo PN (preferenciais) caíram 5,82%, cotadas a R$ 10,19. Os papéis ON (ordinários) desvalorizaram 5,98%, a R$9,44. Os valores são os menores desde 2005.

Um dos fatores que contribuiu para o declínio foi o preço do petróleo no mercado internacional, que chegou a US$ 62 pelo excesso de oferta do produto.

Além disso, uma reportagem do jornal ‘Valor Econômico’ trouxe à tona novas revelações sobre supostos atos de corrupção dentro da empresa. A publicação afirma que a atual diretoria da estatal, incluindo a presidenta do conselho, Maria das Graças Foster, foi alertada sobre suspeitas de desvios de dinheiro desde 2008 por uma funcionária da companhia.

No mesmo dia, o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal no Paraná, aceitou parte da denúncia proposta pelo Ministério Público Federal contra nove dos 35 suspeitos de participar de um esquema de desvio de dinheiro na Petrobras.

Entre os que se tornaram réus, estão o ex-diretor de abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef.

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