Por thiago.antunes

Rio - O Natal se aproxima e o comércio está ansioso para vender, mas este ano a busca do consumidor é por presentes que não estourem o orçamento. A previsão é que o gasto médio por pessoa seja de R$ 290, segundo a Federação do Comércio do Estado do Rio (Fecomércio). Mesmo com clientes mais cautelosos, os shoppings estão otimistas e esperam alta de 10% nas vendas até o dia 25.

Consultor de varejo do Grupo AZO, Marco Quintarelli afirma que a maioria das pessoas deve optar por lembrancinhas, em vez de presentes com valor muito alto. “A expectativa é de um gasto médio de R$ 50 por presente. Os consumidores estão segurando as despesas e neste Natal vai valer mais a intenção”, diz. É o caso da dona de casa Thaiz Gavelak, 32 anos, que decidiu por pequenos mimos, em vez de produtos mais caros. “Cada ano que passa os preços sobem mais. Não tem como comprar presente para todos da família, só para os mais próximos”, explica Thaiz.

As amigas Thaiz Gavelak%2C 32%2C e Ana Carolina%2C 31%2C compram a decoração de Natal na SaaraAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Uma boa saída para economizar, segundo Quintarelli, é fazer amigo oculto. “Dessa forma todo mundo participa e ninguém fica sem presente”, brinca o especialista. Superintendente do Shopping Grande Rio, Adriana Santilhana diz que o setor está. “Esperamos um aumento de 11% nas vendas e 7% no fluxo de pessoas em comparação com o Natal de 2013”, disse. Já a superintendente do BarraShopping, Jussara Nova Raris, prevê alta de 10% no comércio e 6% na movimentação.

O presidente da Sociedade da Rua da Alfândega e Adjacências (Saara), Ênio Bittencourt, por sua vez, está receoso. “Ainda não parece Natal. Esperamos que na semana que vem, com a proximidade das festas, o movimento seja maior”, avalia.

Rebeca Gomes%2C 29%2C foi ao shopping com o filho Davi%2C 2%2C comprar os presentes de Natal para a famíliaAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Quem procura, encontra opções para todos os gostos e bolsos. Na DiSantinni do NorteShopping, por exemplo, é possível comprar uma mochila estampada por R$ 49,99. Já o consumidor que quiser caprichar mais no presente pode optar pela câmera digital Canon Powershot por R$ 239 na de lojas do Ponto Frio. A assistente administrativo Rebeca Gomes, 29 anos, comprou os presente antes para economizar. “O Natal termina, mas as dívidas ficam”, alerta ela.

Pagamento à vista ainda é a melhor opção

De acordo com Quintarelli, como muitas consumidores estão endividados, a melhor forma de pagamento é à vista, de preferência em dinheiro, que facilita a negociação. “O cartão de crédito pode ser usado, desde que não comprometa a renda dos próximos meses, até porque janeiro vem com muitas contas. O ideal é parcelar o menos possível”, afirma.

É interessante aproveitar a data para dar às crianças um presente que possa ser usado na escola, como mochilas ou lancheiras, evitando mais um gasto no início do ano. Além disso, o consultor de varejo aconselha que em famílias com mais de um filho os pais optem por jogos que possam estimular a interação: “Algo que não seja caro, mas que possa ser partilhado”.

A maior parte das crianças pede produtos tecnológicos de Natal, mas os pais podem economizar e ainda estimular a criatividade e a atividade física com itens como massinha, bola e skate, por exemplo.

Você pode gostar