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Volkswagen demite 800 funcionários em São Paulo e trabalhadores entram em greve

Trabalhadores receberam carta do RH para não retornarem ao trabalho; Sindicato dos Metalúrgico diz que decisão foi unilateral e fere acordo de estabilidade com vigência até 2016

Por tamara.coimbra

São Paulo - Após demissão de 800 funcionários da Volkswagen da unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista (SP), os trabalhadores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após realização de assembleia na manhã desta terça-feira com os 7 mil trabalhadores do turno da manhã na fábrica.

As demissões foram informadas por cartas, recebidas nos dias 30 e 31 de dezembro. A correspondência pedia que os demitidos se apresentassem ao departamento de Recursos Humanos nesta terça-feira. O Sindicado dos Metalúrgicos do ABC alega que a empresa tem um acordo que dá estabilidade aos funcionários até 2016 e a demissão foi uma medida unilateral e sem negociação.

Rafael Marques, presidente do Sindicado dos Metalúrgicos do ABC, afirma que a greve foi decidida pela classe trabalhadora que entende que montadora tem outras opções para contornar o mau momento do setor.

A Volkswagem confirmou em comunicado o "desligamento de 800 empregados em sua fábrica no ABC Paulista, após período de licença remunerada de 30 dias".

"Em razão do cenário do setor automotivo, diversas medidas de flexibilização da produção foram aplicadas desde 2013, como por exemplo férias coletivas, suspensão temporária dos contratos de trabalho (lay-off), entre outras. No entanto, todos os esforços não foram suficientes", diz a montadora.

No entanto, a Volkswagen alega que buscou alternativa com o sindicato, "realizando um longo processo de negociação para a composição de uma proposta que permitisse a adequação necessária da estrutura de custos e efetivo da unidade".

A empresa afirma que: "o resultado balanceado contemplava a continuidade de formas de adequação de efetivo através de Programas Voluntários com incentivo financeiro e também de “desterceirizações” temporárias para alocação de parte do excedente de pessoal, entre outras medidas. Lamentavelmente a proposta foi rejeitada em assembleia realizada em 2 de Dezembro. Mas continua urgente a necessidade de adequação de efetivo e otimização de custos para melhorar as condições de competitividade da Anchieta, motivo pelo qual a empresa inicia a sua primeira etapa de adequação de efetivo.”

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