Ações da Petrobras ganham fôlego e têm alta de 6,59%

Papéis da estatal esboçam recuperação e fecham a R$ 8,57. Dólar registra a maior valorização desde 16 de dezembro. Moeda encerra o dia cotada a R$ 2,71

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e o dólar tiveram um movimento bastante expressivo nesta segunda-feira. Puxado pela recuperação dos papéis da Petrobras e da Vale, o Ibovespa, principal índice do pregão, encerrou o dia em alta de 1,58%, a 47.650 pontos. O volume financeiro da sessão somou R$ 5,57 bilhões. Já a moeda norte-americana atingiu o maior patamar em um mês, fechando a R$2,715, em alta de 0,96%. O valor é o maior desde 16 de dezembro, quando a cotação ficou em R$ 2,735.

Volume financeiro da Bolsa encerrou ontem em R$ 5,57 bilhões ABr

Em 2015, a divisa já acumula alta de 2,12%. Ontem pela manhã, o Banco Central (BC) vendeu US$ 98,1 milhões no mercado futuro. Desde o começo do ano, a autoridade monetária reduziu os leilões de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) de US$ 200 milhões diários para, no máximo, US$ 100 milhões diários.

No fim da semana passada, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse a empresários que o governo não pretende manter o real valorizado artificialmente, levando o dólar a subir R$ 0,07 na última sexta-feira.

PETROBRAS

Após perder mais de 6% em janeiro, a bolsa iniciou fevereiro volátil, com investidores reticentes sobre o cenário macroeconômico, enquanto ações de alguns setores reforçavam as preocupações com o risco de racionamento de energia e potenciais efeitos de desdobramentos das investigações de corrupção na Petrobras.

As papéis da estatal enfraqueceram no fim da manhã, mas firmaram-se em alta à tarde, após perdas fortes na sexta-feira, diante do corte do rating pela Moody’s. Ante o tombo de 18% no total da semana passada, as ações preferenciais da Petrobras fecharam ontem em alta de 5,87%, a R$ 8,66. Já as ordinárias subiram 6,59%, para R$ 8,57. A elevação do petróleo deu novo fôlego à Petrobras. Perto do horário de fechamento da bolsa, o contrato do brent, em Londres, avançou 2,51% para US$ 54,32 o barril, enquanto o contrato de WTI para março tinha alta de 1,99%, a US$ 49,20.

Inflação será maior este ano

Investidores e analistas do mercado financeiro elevaram para 7,01% a projeção de inflação para 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os dados são do boletim Focus divulgado ontem pelo Banco Central (BC). O teto da meta da equipe econômica é 6,5%. O mercado também reduziu a projeção de crescimento da economia este ano de 0,13% para 0,03%. As estimativas pioraram pela quinta semana seguida.

Já a balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 3,174 bilhões em janeiro. O saldo negativo é resultado de exportações no valor de US$ 13,704 bilhões e importações de US$16,878 bilhões. A queda no preço internacional do ferro foi o fator que mais contribuiu para saldo negativo, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro de 2014, a balança comercial teve déficit de US$ 4,06 bilhões.


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