Por bferreira

Rio - Operários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) ameaçam cruzar os braços na próxima quarta-feira, dia 4. Ontem, o grupo entrou em estado de greve após assembleia na estrada de acesso ao empreendimento, no Trevo da Reta, em Itaboraí, com a presença de 3,5 mil trabalhadores.

A categoria rejeitou a proposta patronal de reajuste de 5% no salário e no vale alimentação, hoje em R$ 410. Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon) informou que na quarta-feira haverá novo encontro entre as partes para discutir nova tentativa de acordo.

Conforme o sindicato, a correção atinge apenas aos operários que recebem até R$ 5 mil, incluindo os encarregados. Já os trabalhadores que ganham acima desse piso permaneceriam com salário atual.

O presidente do Sintramon, Paulo César Quintanilha disse na assembleia que “a estratégia da campanha é fazer o movimento dentro do canteiro como forma de obrigar a participação de todos os trabalhadores. Com isso, ela inibe atuação de pelegos (sindicalistas que atendem aos interesses do governo ou patrões), que incitam os companheiros e acabam trabalhando normalmente”, criticou o dirigente.

RUMO À BRASÍLIA

Desiludidos com repetidos recursos judiciais e ainda sem perspectiva de receber três meses de salários atrasados e verbas rescisórias, um grupo de cerca de 40 trabalhadores da Alumini, empresa que atuava no Comperj, embarcará no próximo domingo rumo a Brasília. O objetivo é acampar em frente ao Planalto e só sair de lá com uma solução para o problema.

Os trabalhadores representam os 469 funcionários da Alumini, que foram demitidos e os 2.500 que estão sem receber os salários desde dezembro. Ambos os grupos, no entanto, não receberam verbas rescisórias e aguardam o resultado de ações do Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ). Somados, o débito chega a R$14 milhões.

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