Força Militar: Crise afeta indústria bélica

Empresas nacionais vêm sendo dominadas principalmente por concorrentes israelenses

Por bferreira

Rio - Com a economia do país enfraquecida, a indústria bélica nacional não consegue firmar sua liderança no mercado interno devido ao baixo investimento público. Assim, empresas estrangeiras dominam o setor.

Mesmo a Embraer, que compete diretamente com as grandes empresas no exterior e deveria estar numa situação de conforto com o dólar em alta, tem baixas expectativas para 2015. Com o pouco investimento público, a gigante não consegue diversificar sua produção e investir em novas tecnologias.

Com isso, empresas nacionais vêm sendo dominadas principalmente por concorrentes israelenses como a Elbit, a IAI e a Rafael Advanced Defense System. A Helibras, principal responsável pela fabricação nacional de helicópteros, direciona seu foco este ano para a prestação de serviços do mercado off-shore como o transporte de profissionais e materiais para plataformas de exploração de petróleo em águas profundas. Em nota, a empresa informa estar preparada para atender às demandas do mercado off-shore a despeito da momentânea retração do mercado de defesa.

Além da Helibras, outras 700 empresas do mundo todo estarão presentes na LAAD Defence & Security, maior evento do setor de defesa e segurança da América Latina que será sediado em abril no Riocentro, em Jacarepaguá.

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