Por bferreira

Rio - A rede de boatos, também conhecida como fofoca, tem como principais características a informalidade, ou seja, a administração não exerce controle algum sobre ela. Contudo é considerada pela maioria dos colaboradores como mais confiável do que os comunicados formais, além de ser largamente utilizada para servir aos interesses pessoais dos que a integram.

Esta rede tem origem na tentativa de busca de informações dos colaboradores sobre situações importantes do ambiente de trabalho e se alimenta de condições onde há ambiguidades e ansiedade. Importante mesmo é evitar pessoas ou grupos que normalmente estão envolvidos nessas redes de fofocas, eles costumam ser maliciosos e de fácil relacionamento, uma vez que o que vale é a informação circular.

Por Janaina Ferreira

PERGUNTA E RESPOSTA

“Trabalho com uma equipe numerosa, logo as chances de ocorrerem boatos são grandes. Como lidar com fofocas, caso isso aconteça?”

Luiza, por e-mail

A maioria das informações chega aos colaboradores pela rede de boatos, mais conhecida como fofoca. Esses rumores são um canal de comunicação não-oficial que não são autorizados nem apoiados pela organização. Contudo, a rede ocupa o espaço deixado pela falta de comunicação, e, por estar tão presente nas organizações, vale lembrar sua existência e alertar aos gestores e colaboradores da sua importância.
Veja que atitudes tomar para ficar fora dos buchichos que podem prejudicar sua imagem profissional.

Ouvir mais e falar menos é uma saída. Muitas vezes somos “obrigados” a escutar a fofoca, em determinadas situações e há uma tendência em julgar aquele acontecimento, mesmo que ouvindo somente um dos lados. Há a opção de simplesmente não escutar a fofoca, assim você se blinda automaticamente daquele assunto.

Algumas pessoas participam dessas conversas para se sentirem pertencentes a um grupo, mas, a longo prazo, sua imagem profissional pode ficar comprometida.

Há casos em que acusações graves são feitas, então o ideal é marcar uma conversa e esclarecer a questão. É importante não ir sozinho a esse encontro, uma testemunha pode ajudar caso a situações tome proporções maiores. No encontro, seja paciente, pergunte com calma o por quê, deixe evidente que você pretende apenas esclarecer o mal entendido.

O fofoqueiro é uma pessoa que reflete a sua fraqueza nos outros. Por isso, é importante lembrar que esse tipo de pessoa não é leal a ninguém e gosta de fazer intriga. Caso ele se aproxime de você para contar uma “coisa que ninguém sabe”, tome cuidado, evite.

Vale lembrar que em casos de difamações graves a comissão de ética da empresa pode ser acionada, a partir desse registro os responsáveis pela fofoca serão convidados a uma conversa formal com a empresa e poderão ser punidos.

Janaina Ferreira é professora do Ibmec-RJ. Amanhã, Sucesso nas Finanças

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