Anos extras no curso de medicina serão aproveitados na residência

Medida é consenso entre especialistas que discutem extensão do curso, segundo o ministro da Educação

Por paulo.gomes

Brasília - A proposta que define como será a ampliação dos cursos de medicina , definida pelo governo federal no início do mês, deve ser divulgada na próxima semana. O consenso, que deve constar do documento, é de que os anos extras devem ser aproveitados na residência médica.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, há um consenso entre os especialistas designados para avaliar o assunto de que esse período de formação em serviço pode ser aproveitado como uma especialização ou parte dela.

“Estou otimista com as discussões. Essa (o aproveitamento) era uma possibilidade aberta pela medida provisória que enviamos ao Congresso. O mais importante é buscarmos entendimento sobre como melhorar a formação dos médicos no Brasil”, afirmou o ministro.

Ministro Aloizio Mercadante apresentou dados sobre mudanças no curso de medicina em coletiva de imprensaAgência Brasil

Mercadante anunciou, no começo do mês, que os cursos de graduação em Medicina ganhariam dois anos extras – aumentando de seis para oito anos de formação – para garantir um estágio obrigatório dos futuros médicos nos programas de atenção básica e de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) antes de receberem o diploma.

Durante esse período, estudantes de instituições públicas ou privadas receberiam uma bolsa financiada pelo Ministério da Saúde, ainda sem valores definidos. Nesses dois anos, os alunos continuariam vinculados à instituição de ensino e sendo avaliados.

O ministro diz que a proposta discutida por diretores de cursos de Medicina, representantes da Associação Brasileira de Ensino Médico e uma comissão de especialistas lideradas pelo ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, será encaminhada ao Congresso. Depois, terá de ser avaliada pelo Conselho Nacional de Educação, que elabora as diretrizes curriculares dos cursos.

É provável, segundo Mercadante, que os currículos dos cursos de Medicina sejam modificados para atender as demandas dessa nova formação. A fase do internato, em que os estudantes são submetidos à prática médica, deve sofrer mudanças, caso a proposta seja aprovada.

“Nada será definido repentinamente. Teremos muito tempo para discutir a proposta no Congresso e no CNE”, afirmou Mercadante. A medida valerá apenas para os estudantes que entrarem nos cursos de Medicina a partir de 2015.

As informações são de Priscilla Borges

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