Professores da rede estadual fazem novo protesto no Centro do Rio

Há forte policiamento no local, mas não houve ocorrências na manifestação

Por tamyres.matos

Rio - Aproximadamente 300 pessoas participam na tarde desta quarta-feira do protesto liderado por professores da rede estadual de ensino do Rio. Eles se concentraram em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) e seguiram em direção à Câmara Municipal, ocupando as escadarias do prédio.

Há forte policiamento no local, mas não houve ocorrências na manifestação. Muitas pessoas que circulam pelo Centro do Rio param e oferecem apoio aos manifestantes com palavras de ordem. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) convoca a população para comparecer nesta quinta, às 10h, na Câmara em apoio às investigações da CPI dos Ônibus.

A Secretaria Estadual de Educação recebeu, na manhã de segunda, representantes do Sepe. Durante o encontro, uma das principais reivindicações dos sindicalistas foi a suspensão do corte do ponto.

A Secretaria informou, através do secretário Wilson Risolia, que, de acordo com o departamento jurídico, a paralisação não seguiu os ritos formais e, por isso, está sendo aplicada a falta e os dias continuarão a ser descontados.

Secretário Estadual de Educação%2C Wilson Risolia%2C afirmou que os dias dos professores continuarão a ser descontadosDivulgação

Para reverter essa decisão, a Seeduc solicitou que os 0,5% dos professores paralisados voltassem a trabalhar. O sindicato disse que levaria a proposta para a assembléia de quarta-feira no Clube Municipal, na Tijuca. Nela, será apresentado a todos os profissionais da rede o resultado da reunião desta segunda.

Outro ponto discutido na reunião entre a Secretaria e o Sepe foi uma matrícula por escola. O secretário esclareceu que o assunto é igualmente importante para a Seeduc, e lembrou que os novos concursos para professores já abrem quantidade de vagas para 30 horas semanais, ao contrário das 16 horas semanais.

Quanto ao reajuste salarial, a Secretaria reforçou que já concedeu 8% este ano, acima da inflação e acima do reajuste do piso nacional da categoria.

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