Por thiago.antunes

Rio - Cantando e gritando palavras de ordem, cerca de 50 professores municipais de Nova Iguaçu ocuparam a prefeitura na manhã desta terça. Eles queriam entregar ao prefeito Nelson Bornier uma lista de reivindicações da categoria que reivindica aumento salarial de 25%. Como não foram recebidos, decidiram que haverá nova paralisação, marcada para o dia 10 de abril.

Os profissionais pedem também reajuste de 45% do auxílio transporte, além de um terço da carga horária para o planejamento de aula. Eles criticam ainda a decisão da Câmara Municipal de aprovar lei, no fim do ano passado, acabando com eleição direta para diretor e coordenador pedagógico.

“Sem falar da realidade diária nas escolas. Faltam papel higiênico, cadeira, água. Há colégios fazendo rodízio de turma, pois elas não há onde sentar”, denuncia Lidiane Lobo, uma das diretoras do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) e professora há 15 anos do município.

A Secretaria de Educação de Nova Iguaçu admitiu que em 2013 as escolas não foram abastecidas com regularidade, “porque era o primeiro ano da administração e as unidades estavam em estado de calamidade.” Informou, porém, que desde o início de março cadeiras e papel higiênico, além outros itens, estão sendo entregues.

Ainda segundo a nota, a secretaria “está aberta ao diálogo e aguarda ser procurada pelo Sepe”. Disse também que desde janeiro 300 professores foram convocados e que três novas unidades serão abertas até o final de abril.

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