É a segunda vez que a UFRJ adia o início do período letivo

Uerj também posterga aulas e, no Colégio de Aplicação da universidade federal, haverá manifestação por atraso de 1 mês

Por nicolas.satriano

Rio - A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) adiaram o início do primeiro semestre do ano letivo de 2015. A primeira, que teria início das aulas nesta segunda-feira, postergou a data, pela segunda vez, por mais uma semana, transferindo-o para o próximo dia 16. Já a Uerj, transferiu o começo do período, que inicialmente seria nesta quarta-feira, para o dia 23 de março.

No Colégio de Aplicação da UFRJ, o início das aulas está um mês atrasado, com três adiamentos determinados pela universidade. Indignados, membros da Associação de Pais, Alunos e Amigos do CAp-UFRJ fazem hoje, a partir das 7h, um “Aulaço na Praça”, em frente ao colégio, na Rua J. J. Seabra, no Jardim Botânico. Mais de 750 alunos do Ensino Médio e Ensino Fundamental estão sem aulas.

Segundo o presidente da associação, Cassio Kuchpil, o colégio sofre com a falta de limpeza, por inadimplência da instituição à empresa terceirizada Qualitécnica e o consequente não pagamento dos salários aos empregados.

No CAp-UFRJ houve outro protesto de alunos na semana passadaAlessandro Buzas / Arquivo Agência O Dia

De acordo com ele, a empresa atua também em outras unidades da UFRJ (Museu Nacional, Escola de Educação Infantil, Escola de Serviço Social, Faculdade de Educação etc). “Estamos preocupados porque não é a primeira vez que adiam as aulas. O ‘Aulaço’ ainda faz coleta de alimentos para doar aos funcionários da Qualitécnica que estão sem receber salários, alguns foram demitidos e passam dificuldades”, afirmou.

Em nota, a UFRJ informou que a falta da limpeza foi o motivo para o adiamento. Em comunicado aos alunos, a universidade afirma que algumas unidades continuam com serviços terceirizados incompletos. A Uerj alega que o adiamento se deve à grave crise fiscal do estado, com consequências sobre a universidade. Segundo a instituição, não há solução momentânea para o pagamento de empresas terceirizadas de limpeza, segurança externa e manutenção.

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