Contra a falta de chuva, condomínios já oferecem soluções inteligentes

Setor da construção civil se previne apostando em iniciativas sustentáveis

Por paulo.gomes

Rio - Empresas do setor da Construção Civil se movimentam por conta da falta de chuva na Região Sudeste e ligam a luz de alerta sobre a urgência de medidas para economizar água. Além do medidor individual, obrigatório em novos empreendimentos, as firmas investem em outras iniciativas sustentáveis para usar a água de forma consciente, como descarga com fluxos diferentes e as torneiras com sensores automáticos, instaladas nas áreas comuns.

Fachada do Mirante do Sol%2C em Minas Gerais é um exemplo de condomínio com iniciativa sustentávelDivulgação

Somente a torneira, por só liberar a quantidade de água necessária, garante uma economia de 70%. Também para as áreas comuns, o reaproveitamento da água da chuva vem sendo adotado nos prédios mais antigos e também nos mais recentes. Em Minas Gerais, por exemplo, a Construtora Casa Mais adota ações ecológicas no Residencial Mirante do Sol, começando pelos medidores individuais de água.

“O medidor individual funciona como se cada morador estivesse em uma casa. Ou seja, tudo o que o cliente consome é pago somente por ele, o que gera uma consciência maior sobre o consumo”, avalia Peterson Querino, presidente da Construtora.

Há também a descarga com caixa acoplada, com controle de volume de água, torneiras com sensores automáticos e captação da água da chuva para uso na limpeza das áreas comuns e nas partes verdes do prédio.

No Rio de Janeiro, o Neolink Office, Mall & Stay, multiuso da Dominus, na Barra da Tijuca, recebeu o certificado Alta Qualidade Ambiental (Aqua), da Fundação Vanzolini, por oferecer, entre outras itens, instalação de sistema de aquecimento solar de água, bacias sanitárias com válvula de descarga de duplo fluxo, área destinada a depósito final de resíduos para triagem (reciclados/não-reciclados) e depósito específico para resíduos especiais como pilhas, baterias, óleo de cozinha usado e lâmpadas.

O Neolink%2C na Barra da Tijuca%2C é um condomínio que oferece ações preventivasDivulgação

Projeto de ser sustentável

Para que os novos condomínios adotem iniciativas que preservem os recursos naturais, a gerente de Implantações da Protel, Lilian Neves, afirma que a empresa orienta as incorporadoras ainda na fase de estudo dos projetos. “As recomendações são feitas para lançamentos que serão entregues em dois a três anos”, diz Lilian.

As sugestões vão desde o medidor individual de água até a iluminação natural otimizada, além de dutos coletores de óleo de cozinha. Este último item pode ser visto no Barra Sunday, condomínio administrado pela Protel.

Economia também em casa

Não é somente nos empreendimentos verticais que a economia deve ser aplicada. Nos condomínios de casas, o desperdício pode ser evitado. No York Prime Residências, da Caetano Belloni, em Vargem Grande, o morador pode optar por instalar na unidade um kit para aquecimento da água por meio da energia solar.

“É importante que as construtoras pensem nestas ações, que não apenas representam preocupação com o meio ambiente como trazem economia no fim do mês”, destaca Guilherme Belloni, diretor da construtora.

No Nobre Norte Clube, da RJZ Cyrela no Grande Méier, também serão usados dispositivos que economizam energia elétrica, como sensores de presença nos corredores. Já no Damai Residences & Lifestyle, da Brookfield no Recreio dos Bandeirantes, haverá pontos de recarga para veículos e bicicletas elétricos.

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