Por tamyres.matos

Rio - O prefeito Eduardo Paes afirmou na tarde desta quinta-feira que a transferência da vigília e da Santa Missa da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Guaratiba, na Zona Oeste, para a Praia de Copacabana, foi decidida com o intuito de proteger a saúde dos peregrinos.

"Não foi só uma questão de inviabilidade estética. As chuvas podiam colocar a saúde das pessoas em risco", afirmou o prefeito em entrevista coletiva, ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "A trenferência foi consensual e técnica", afirmou o ministro.

Já o vice-presidente do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude, Dom Paulo Cezar Costa, anunciou: “Foi uma decisão difícil, mas responsável, pensando sempre na segurança do nosso peregrino. Copacabana sempre foi o nosso plano B, que agora teremos que colocar em prática. Quem está no Rio de Janeiro sente o que a JMJ trouxe. Que a JMJ continue alegre e feliz”.

Chuva que atinge o Rio deixa terreno do Campus Fidei%2C em Guaratiba%2C cheio de lamaAndré Mourão / Agência O Dia

A peregrina Camila Chaves, de 24 anos, que veio de Ponta Grossa, no Paraná, está hospedada em uma casa de família em Irajá, na Zona Norte, e acolheu a decisão de bom grado. "O melhor que aconteceu foi essa mudança para Copacabana. Porque além de Guaratiba ser muito longe e não ter uma boa infraestrutura, lá é muito frio e as pessoas que vieram de muito longe não estão preparadas pra isso. Em Copacabana é bem melhor por conta do metrô", disse a fiel.

O local que seria palco dos principais eventos da JMJ, uma área de 1,7 milhão de metros quadrados, sofre com as fortes chuvas que têm castigado a cidade e está completamente enlameada.

Em relação à infraestrutura construída em Guaratiba para o evento, o prefeito disse que não houve dinheiro público investido, exceto na dragagem dos rios da região, feita pala Prefeitura.

"Não tenho como informar quanto custou porque esse investimento não foi da Prefeitura", afirmou.

O prefeito informou ainda que o local pertence a duas empresas que cederam o espaço para a vigília. Além da terraplanagem do local, foram construídos o palco, centro de mídia e outras instalações para dar suporte ao evento.

O investimento, segundo Paes, foi feito pelo Comitê Organizador Local (COL) da JMJ. Segundo o COL, de 60% a 70% desses recursos vieram das constribuições dos fiéis inscritos.

Você pode gostar