Por thiago.antunes
Publicado 27/07/2013 19:41 | Atualizado 27/07/2013 19:42

Rio - Mesmo sob chuva e uma temperatura de 18 graus no centro do Rio, peregrinos com bandeiras do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, entre outros, fizeram de tudo neste sábado pela manhã para ver de perto o Papa Francisco, no Teatro Municipal. Porém, muitos que chegaram a subir em árvores e ocuparam as escadarias da Câmara Municipal e da Biblioteca Nacional, na Cinelândia, deixaram o local frustrados. O pontífice saiu pelas laterais do teatro.

Irritados, eles vaiaram os mais de dois mil convidados, entre empresários, artistas e outros representantes da sociedade civil. Alguns chegaram a arriscar um grito de “Fora Cabral” e insistiram em ver Francisco: “Queremos o Papa!”.

Fernanda Fonseca tentou levar o filho para ser abençoado pelo Papa%2C mas saída do Pontífice pela lateral do Municipal frustrou planosDiego Valdevino / Agência O Dia

“Ele poderia ter pelo menos aparecido nas escadarias do teatro e acenado para os fiéis, mas só em ter ele aqui no Rio já vale. Me sinto abençoada”, disse com ar de decepção, a dona-de-casa Tânia Dias, de 50 anos, que saiu de Duque de Caxias só para ver o Papa.

As irmãs Jéssica, de 21 e Aline Fernandes, 24, saíram de São José, em Bragança Paulista, São Paulo, ontem às 6h30, para participar da Jornada Mundial da Juventude e se aproximar do Papa. “Trouxemos roupas, sacos de dormir, isolantes térmicos e cobertor para acampar na praia de Copacabana, pois queremos chegar mais perto possível de Francisco”, contou Jéssica.

Papa recebeu cocar de representantes indígenas no MunicipalCarlo Wrede / Agência O Dia

A advogada Fernanda Fonseca, 31, saiu da Barra da Tijuca na esperança de ver o filho Davi Luiz, de 6 meses, ganhar um beijo na testa e um abraço do Papa. “Queria que ele fosse batizado pela segunda vez, mas não deu. Pelo menos estive próximo de Francisco”, disse satisfeita.

Ambulantes faturam com o Papa

Os ambulantes que vendem guarda-chuvas e capas, lucraram com a chegada do Papa à Cinelândia. Severino Augusto , revelou que em menos de 30 minutos vendeu mais de 100 capas. “Cada uma custa R$ 10, então deu pra faturar bastante. O que chama atenção é que os maiores consumidores são os estrangeiros. Acabam pagando sem se preocupar com o preço. A chuva também ajudou”, comemorou.

Outro que lucrou com a visita do Papa ao Rio foi o morador da Ilha do Governador, Vidomar Ferreira, 65. Em três horas, ele vendeu cerca de 400 mitras (mais conhecido como chapéu do Papa).

Vidomar Ferreira vendeu centenas de mitras em três horasDiego Valdevino / Agência O Dia

“O povo quer parecer com o Papa e recorrem ao chapelzinho, que custa R$ 2, cada. Espero que Francisco venha mais ao Rio”, sugeriu.

Peregrinos tiveram pertences furtados

Durante a passagem do Papa pela Cinelândia, Catedral e até em Copacabana, muitos peregrinos, distraídos, tiveram pertences furtados. Eles prestaram queixa na 5ª DP (Mem de Sá) .

"Minha amiga de 14 anos, deixou a mochila nas costas e quando se deu conta, ela estava aberta, sem os documentos e R$ 150. Só queríamos ver o Papa, mas a bagunça atrapalhou um pouco. Falta patrulhamento no Rio”, disse o porteiro Marcelo Caldeira, de 41 anos, que veio com outros quatro amigos do Rio Rio Grande do Sul.

O mineiro Geovane Guimarães, 16, também viu o amigo ter a mochila trocada por um argentino, na praia de Copacabana. “Um estrangeiro pegou a mochila dele, onde tinha roupas e R$ 150 e deixou uma outra mochila vazia, que tinha uma credencial de um argentino. Um absurdo!”, criticou.

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