Por thiago.antunes

Rio - As três noites de atos centrais da Jornada Mundial da Juventude na Praia de Copacabana geraram juntas um sexto do lixo que a prefeitura costuma recolher na festa de réveillon. A informação foi divulgada neste sábado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, durante entrevista à imprensa para informar que a JMJ vai quebrar o recorde de público na história da cidade, com uma estimativa de até 3 milhões de pessoas no domingo.

De acordo com o prefeito, 47 toneladas de lixo foram recolhidas na Missa de Abertura, de terça-feira, na Festa de Acolhida do Papa, na quinta-feira, e na Via Sacra, nesta sexta-feira. Paes disse que na festa da passagem de ano, em Copacabana, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana costuma recolher 300 toneladas de lixo. De acordo com o prefeito, os fiéis têm mais consciência em relação a manter o local dos eventos limpo.

"Isso mostra o espírito de civilidade, o grau de cidadania e de fé dessas pessoas", disse o prefeito, que, apesar das dificuldades de transportes com ônibus e metrô e da exclusão do Campus Fidei (Campo da Fé) da programação, avalia positivamente a JMJ. "Não são muitas as cidades do mundo que têm a condição de receber essa quantidade de peregrinos. Eu diria que o evento é um sucesso. O papa trouxe uma mensagem e um simbolismo que conquistou os cariocas e os cidadãos da região metropolitana".

Católico, o prefeito foi enfático ao elogiar o evento. "Estamos tendo o evento mais bonito da história desta cidade. É emocionante ver os peregrinos. É uma invasão do bem".

Para comentar as manifestações que desde quinta-feira ocorrem também em Copacabana, o prefeito pegou o celular e citou a declaração dada pelo papa Francisco mais cedo. "Entre a indiferença egoísta e os protestos violentos sempre há uma opção possível: o diálogo, o diálogo entre as gerações, o diálogo entre o povo e todos somos povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce quando suas diversas riquezas culturais dialogam de maneira construtiva", disse.

"Manifestações são algo normal em um país democrático, e graças a Deus o papa está em um país democrático. O papa pode dizer o que pensa e os manifestantes também. Mas a grande manifestação é a dos peregrinos e das pessoas cristãs ou não que estão indo a Copacabana", finalizou.

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