Grupo radical islâmico mata seis na fronteira entre Quênia e Somália

Entre os mortos nos ataques, há pelo menos dois policiais, um funcionário da cruz vermelha, um professor e um adolescente de 15 anos

Por juliana.stefanelli

Somália - Pelo menos 6 pessoas morreram em dois ataques no distrito de Garissa, no Quênia, na fronteira com Somália, e cuja responsabilidade foi atribuída pela polícia à milícia fundamentalista islâmica somali Al Shabab. "Foi confirmado que os homens que fizeram os ataques eram da Al Shabab", disse o inspetor geral da polícia do Quênia, David Kimaiyo, citado hoje pelo jornal "The Standard".

Entre os mortos nos ataques, ocorridos no sãbado à noite, há dois policiais, um funcionário da Cruz Vermelha, um professor e um adolescente de 15 anos, segundo Kimaiyo, que explicou que outras três pessoas ficaram gravemente feridas e estão internadas em um hospital local. Testemunhas citadas pelo "The Standard" disseram que os homens da Al Shabab saquearam delegacias.

Esta versão é parecida com a divulgada neste sãbado pela milícia fundamentalista através de sua conta no Twitter, embora nessa última o grupo tenha afirmado ter matado 8 "infiéis" nos "territórios muçulmanos ocupados do Noroeste". Desde que o Exército queniano entrou no sul da Somália em outubro de 2011 como resposta a uma onda de sequestros supostamente cometidos pela Al Shabab, o Quênia está sob a ameaça terrorista dos fundamentalistas.

A Al Shabab, que em fevereiro de 2012 anunciou sua união formal com a rede terrorista Al Qaeda e que conta em suas fileiras com combatentes estrangeiros, ameaçou o Quênia com ataques em seu território como represália à entrada em território somali dos militares quenianos.

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