Por juliana.stefanelli

Seul (Coreia do Norte) - A Coreia do Norte ameaçou "eliminar fisicamente" os dissidentes que publicaram a informação de que o líder do país, Kim jong-un, distribuiu o livro "Minha luta" ("Mein Kampf"), de Adolf Hitler, entre altos funcionários do regime.

O Ministério de Segurança norte-coreano "eliminará fisicamente a desprezível escória humana" que comete atos de "traição" a pedido da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, disse o organismo do governo em comunicado oficial divulgado pela agência estatal "KCNA".

O ministério se referia a um artigo publicado pelo site sul-coreano "New Focus", administrado por dissidentes norte-coreanos, que afirmou que Kim Jong-un distribuiu a altos funcionários do regime cópias do livro de Adolf Hitler.

O artigo, que foi bastante repercutido pela imprensa da Coreia do Sul, também assegurou que o governo norte-coreano está tentando aprender com a experiência da reconstrução da Alemanha após a 1ª Guerra Mundial, durante o Terceiro Reich.

A Coreia do Norte acusou os dissidentes que publicaram o artigo de participar de uma "campanha de desprestígio" para menosprezar a "grande personalidade do líder" do país comunista, onde criticar a autoridade do Estado é considerado um grave delito. O ministério disse em seu comunicado que os governos dos EUA e Coreia do Sul estão por trás da campanha, que despertou a ira e a indignação do Exército norte-coreano.

A Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo e oculta com receio tudo o que ocorre em seu interior, especialmente nas altas esferas políticas, por isso frequentemente as informações publicadas sobre o regime provêm de fontes anônimas e são difíceis de verificar.

Pyongyang acusou em várias ocasiões a Coreia do Sul e os EUA, com os quais mantém há décadas um forte antagonismo, de promover e financiar campanhas de difamação para manchar a imagem do país.

Você pode gostar