Por bferreira

Brasília - O governo já admite mexer no Programa Mais Médicos. A polêmica residência obrigatória no SUS continua, mas, após as pesadas críticas à intenção de acrescentar dois anos à graduação — elevando para oito anos o tempo na faculdade —, os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, apresentaram nova proposta ontem. Antes, o universitário só receberia o diploma após cumprir os dois anos extras. A ideia, agora, é manter a graduação com seis anos e diplomar o formando, que aí teria de passar mais dois anos na residência.

“Você teria dois anos adicionais, obrigatoriamente para todos os estudantes de Medicina, como residência médica, e iniciaria seu desenvolvimento no âmbito do SUS. Em vez de ser dois anos a mais de graduação, a recomendação da comissão de especialistas do MEC é que fossem dois anos de residência médica”, afirmou Mercadante.

O governo também estuda alterar a grade dos cursos de Medicina. “As escolas já nos apresentaram propostas, por exemplo, de ampliar o internato. A USP está com processo muito positivo para ampliar para três anos a última fase da graduação”, disse Padilha.

Hoje é o último dia de inscrição de municípios no Mais Médicos. No Estado do Rio, 27 dos 92 municípios se cadastraram no projeto.

Nova ação contra medida

A Associação Médica Brasileira (AMB) requereu, na Justiça Federal, a anulação do Mais Médicos. A AMB questiona a urgência e a relevância do programa e a vinda de estrangeiros sem a validação de diplomas. Ontem, a associação impetrou mandado de segurança coletivo, com pedido de liminar, contra a MP 621.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, reafirmou ontem que a pasta está segura em relação à viabilidade jurídica do Programa Mais Médicos.

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