Passagem do tufão 'Utor' pelas Filipinas deixa três mortos e 11 desaparecidos

Cortes de luz, escolas fechadas, estradas bloqueadas, inúmeras árvores caídas e áreas inundadas são algumas das consequências do tufão

Por juliana.stefanelli

Bongcoc (Filipinas) - Pelo menos três pessoas morreram e outras 11 se encontram desaparecidas após a passagem do tufão "Utor" pelo norte das Filipinas, o qual, segundo as autoridades locais, registrou ventos de 150 km/h e rajadas de até 185 km/h. "Um aumento no número de vítimas ainda é possível, mas esperamos que esta seja a lista final", declarou nesta terça-feira o vice-secretário do Conselho Nacional de Prevenção e Redução de Desastres, Eduardo do Rosario.

Cortes de luz, escolas fechadas, estradas bloqueadas, inúmeras árvores caídas e áreas inundadas são algumas das outras consequências causadas pelo "Utor", que entrou no país na madrugada de segunda-feira acompanhado de copiosas precipitações.

Tufão "Utor" é o mais forte registrado nas Filipinas neste anoEFE

De acordo no último boletim do Conselho Nacional de Prevenção e Redução de Desastres, o número de desabrigados subiu para 31.256 pessoas (ou 7.100 famílias), enquanto as autoridades ainda avaliam os danos causados nas estruturas e edifícios públicos.

O tufão "Utor", o mais forte registrado nas Filipinas neste ano, deixou ainda ontem o território filipino e, atualmente, se encontra no mar da China Meridional, em direção ao território chinês. Entre 15 e 20 tufões castigam as Filipinas todos os anos durante o período de chuvas, que começa entre maio e junho e acaba somente em novembro. Às vezes, a estação se prolonga até dezembro, como ocorreu em 2012 com o "Bopha", que deixou mais de mil mortos, 850 desaparecidos e seis milhões desabrigados.

O desmatamento, a proliferação das jazidas de minério ilegais, a escassez de infraestruturas e a favelização contribuem para o aumento dos efeitos devastadores dos tufões e das inundações que afetam o arquipélago durante a época das chuvas.

Número de desabrigados subiu para 31.256 pessoas (ou 7.100 famílias)EFE


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