Por julia.amin

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que ainda "não tomou uma decisão" sobre um eventual ataque à Síria, mas deixou claro que atribui ao regime de Bashar al Assad o uso de armas químicas que causou a morte de 1.300 civis.

"Não tomei uma decisão, recebi opções por parte de nossas Forças Armadas, e tive extensas discussões com minha equipe de segurança nacional", disse Obama em uma entrevista à televisão pública "PBS". "Concluímos que o governo sírio realizou os ataques", declarou. Ele ainda lembrou que "ninguém ou quase ninguém questiona que as armas químicas foram usadas em grande escala na Síria contra a população civil".

Obama fala da situação na Síria Efe


O presidente explicou que não acredita que a oposição possua as armas ou o tipo de foguetes utilizados nos ataques de quarta-feira passada em várias áreas dos arredores de Damasco. Obama disse que não quis implicar-se militarmente no conflito civil sírio, que já dura mais de dois anos, mas sempre advertiu que, se o regime de Assad usasse armas químicas contra seu próprio povo, "isso mudaria nossos cálculos". "As razões não só estão relacionadas com as normas internacionais, mas com o núcleo dos interesses dos Estados Unidos", esclareceu.

Obama argumentou que a Síria teria violado um compromisso internacional contra o uso de armas químicas em conflitos, e chamou a atenção sobre o fato de que o país, que possui um dos maiores arsenais químicos do mundo, "é volátil em uma região de muita volatilidade", onde os EUA têm valiosos aliados. O presidente lembrou que a Turquia é um aliado da Otan, Jordânia e Israel são importantes parceiros e os EUA têm bases na região. "

Estamos falando com nossos aliados e com a comunidade internacional. Não tenho interesse em um conflito com final aberto na Síria, mas temos que nos assegurar que, quando os países rompem as normas internacionais sobre armas, como as químicas, que nos ameaçam, têm que responder por seus atos", assegurou.

O presidente disse que, se finalmente se decide uma ação militar, o regime de Assad receberá um "sinal bastante forte" que não será tolerado seu uso. "Isso não resolverá todos os problemas na Síria, nem porá fim à morte de civis inocentes na Síria. Esperamos que uma transição política aconteça na Síria e estamos prontos para trabalhar com qualquer um, com a Rússia e outros, para que as partes resolvam o conflito", detalhou Obama.

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