Por julia.amin

Washington - Pelo menos 12 pessoas morreram e outras ficaram feridas após um ataque armado contra a Sede do Comando de Sistemas Marítimos em Washington, no porto mais antigo da Marinha dos EUA. Um dos suspeitos foi identificado por três policiais como Aaron Alexis, de 34 anos. Ele era um ex-funcionário terceirizado do complexo e teria usado a identidade de um trabalhador para invadir o local. Alexis foi morto após troca de tiros com policiais.

Suspeito Aaron Alexis%2C de 34 anosDivulgação/ FBI


De acordo com autoridades, outro suspeito ainda é procurado. Ele é descrito como um homem negro de aproximadamente 40 anos e estava vestindo um uniforme verde. A polícia descartou a possibilidade de haver um outro atirador.

O presidente Barack Obama condenou o ataque e descreveu a ação como "um ato covarde" e pediu que seus autores sejam julgados. "Sabemos que várias pessoas ficaram feridas e algumas morreram", acrescentou Obama sem dar detalhes.

A Marinha, por meio de mensagem no Twitter, confirmou o crime, ocorrido no edifício onde fica a sede da Chefia de Operações Navais e outras unidades militares. Agentes do FBI também foram acionados. O prefeito do distrito de Columbia, Vincent Gray, disse que um atirador entrou em um dos edifícios da base naval, onde trabalham cerca de três mil pessoas, "e começou a disparar".

O policial transferido para cá apresenta múltiplos ferimentos de balas nas pernas", informaram médicos aos jornalistas. "Uma das mulheres tem um ferimento no ombro, a outra na cabeça e na mão", acrescentou. A porta-voz disse que, de acordo com o comunicado pelos feridos, foram usadas armas automáticas no ataque.

Os funcionários que trabalham no local receberam ordem para se trancarem em seus gabinetes enquanto uma busca é realizada no prédio. A polícia estendeu sua vigilância aos bairros vizinhos e intensificou a vigilância em torno do Capitólio, a alguns quilômetros da base da Marinha.


Os voos no aeroporto Ronald Reagan chegaram a ser suspensos após o incidente, mas a situação já foi normalizada. A rede de televisão CNN afirmou que seis escolas nos arredores foram fechadas por precaução.

De acordo com os jornais locais, o acesso ao complexo é restrito e a apresentação de credenciais é obrigatória. Segundo a Marinha dos EUA, cerca de 3.000 pessoas trabalham no prédio que funciona como um centro de comando da Marinha e é responsável por um quarto de todo o orçamento da instituição.

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