Britânico é sentenciado nos EUA por tramar tortura e canibalismo contra criança

Geoffrey Portway admitiu ter interesse em 'raptar, estuprar, assassinar e comer crianças'

Por julia.amin

Estados Unidos - Um britânico que admitiu ter a intenção de sequestrar, torturar e comer pelo menos uma criança foi sentenciado nesta terça-feira a 27 anos de prisão nos Estados Unidos. Geoffrey Portway, de 40 anos, havia admitido em maio à Justiça as acusações de posse de pornografia infantil e de tramar um sequestro e um crime violento.

No ano passado, agentes federais que investigavam crimes contra crianças foram à casa de Portway em Massachusetts e encontraram no porão uma masmorra com isolamento acústico, um caixão infantil feito em casa, uma jaula metálica, uma mesa com tampo de aço, kits de açougueiro e utensílios para imobilização. Os agentes também disseram ter encontrado indícios de mais de 4.500 intercâmbios de pornografia infantil no computador dele.

Na confissão, Portway admitiu ter conversas via computador com vários indivíduos sobre um "interesse mútuo em raptar, estuprar, assassinar e comer crianças", segundo promotores. Ele também admitiu comercializar pornografia infantil.

O caso foi parte de uma investigação mais ampla sobre uma rede de pornografia infantil, que começou em 2010 em Massachusetts e se ampliou para outros países. Cerca de 60 pessoas já foram processadas, e mais de 160 crianças já foram identificadas como vítimas e resgatadas, segundo as autoridades.

Na audiência desta terça-feira, o advogado de Portway, Richard Sweeney, alegou que seu cliente é "doente" e que "imergiu num mundo de fantasia na internet", mas nunca teve a intenção real de fazer mal a crianças.

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