Greenpeace anuncia jornada mundial de protestos após detenção de ativistas

Objetivo é pedir libertação de grupo detido em ação de protesto contra exploração do Ártico

Por juliana.stefanelli

Moscou (Rússia) - O Greenpeace realizará amanhã uma jornada mundial de protestos para pedir a libertação dos ativistas detidos na Rússia após uma ação de protesto contra a exploração do Ártico, informou nesta sexta-feira Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional.

"Amanhã, o Greenpeace organizará um protesto em cidades de todo o mundo. Depois que o (navio quebra-gelo) 'Arctic Sunrise' foi aprisionado na última semana, mais de 500 mil pessoas enviaram solicitações (de libertação) às embaixadas russas", afirmou Naidoo em comunicado divulgado pelo Greenpeace Rússia.

O diretor-executivo da ONG ambientalista adiantou que os advogados da entidade vão recorrer contra a ordem de prisão preventiva ditada ontem por um tribunal da cidade setentrional russa de Murmansk. "As autoridades russas tentam amedrontar as pessoas que se opõem à extração do petróleo no Ártico, mas esta manobra de intimidação não obterá nenhum resultado", acrescentou.

A justiça russa também ditou prisão preventiva contra 22 dos 30 ativistas do Greenpeace detidos no mar de Pechora na última semana, quando vários deles tentavam se acorrentar a plataforma petrolífera "Prirazlomnaya", da companhia energética russa Gazprom.

Além da condenação dos 22 ativistas a dois meses de prisão preventiva - em qualidade de suspeitos de um delito de pirataria -, o tribunal também prorrogou por 72 horas a detenção do restante da tripulação, incluindo a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, que também participou do protesto.

Nesta sexta-feira, o Greenpeace anunciou que recorrerá contra todas e cada uma das infrações processuais emitidas pela Justiça russa e advertiu que adotará medidas jurídicas, tanto na Rússia como no exterior, contra os funcionários envolvidos no caso.

Nesta semana, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu que os ativistas do Greenpeace não eram piratas, embora tenha assegurado que os mesmos tinham infringido a lei e, por isso, defendeu que os ecologistas utilizem métodos mais civilizados para expressar suas reivindicações.

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