Carro atropela multidão, pega fogo e deixa cinco mortos na China

Governo diz não saber se foi um acidente ou atentado terrorista. Veículo, que pegou fogo na Praça da Paz Celestial, deixou turistas e policiais feridos

Por clarissa.sardenberg

China - Cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas nesta segunda-feira quando um carro atingiu pedestres e pegou fogo na Praça da Paz Celestial, a mais importante de Pequim, segundo a polícia.

Hua Chunying, porta-voz da chancelaria chinesa, disse não ter detalhes sobre o caso que permitam concluir se ocorreu um acidente ou um atentado terrorista.

A polícia disse na sua página no Weibo (espécie de Twitter chinês) que o carro saiu da pista no lado norte da praça, que representa uma importante atração turística de Pequim, em frente à Cidade Proibida, atravessou as barreiras e pegou fogo.

Os três ocupantes do veículo morreram, segundo os policiais. O governo municipal de Pequim informou que uma turista das Filipinas e um turista da província chinesa de Guangdong também morreram.

Carro invade Praça da Paz Celestial e deixa cinco mortos na ChinaReuters

Segundo informou a agência de notícias Xinhua, 11 turistas e policiais ficaram feridos e foram hospitalizados.

Uma turista estrangeira que estava na praça e pediu para não ser identificada disse ter ouvido uma explosão, seguida de um incêndio.

Uma testemunha viu carros de bombeiros, ambulâncias e vários veículos policiais indo em direção ao incêndio, que provocou uma coluna de fumaça preta. Parte da praça e a principal avenida de acesso a ela chegaram a ser interditadas.

O incidente ocorreu quase em frente à entrada da Cidade Proibida, onde há um gigantesco retrato de Mao Tse-tung, fundador da China comunista. A vasta praça também é conhecida por ter sido cenário das manifestações pró-democracia de 1989, violentamente reprimidas pelo governo.

A praça costuma ter vigilância reforçada por causa da sua proximidade com o complexo Zhongnanhai, sede da liderança central, e do Grande Salão do Povo. Ali também fica o mausoléu de Mao.

Mesmo assim, o local atrai muitos manifestantes, especialmente por volta de 4 de junho, aniversário da repressão aos protestos estudantis de 1989. Quando isso acontece, os manifestantes são prontamente expulsos pela polícia.


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