Israel abate míssil de Gaza em meio à preparação para soltura de presos

Ninguém assumiu responsabilidade pelos lançamentos desta segunda-feira, que podem ter sido conduzidos para estragar as negociações de paz patrocinadas pelos EUA

Por clarissa.sardenberg

Israel - O sistema de defesa aérea israelense Domo de Ferro abateu um foguete disparado por palestinos da Faixa de Gaza contra uma cidade no litoral sul de Israel nesta segunda-feira, enquanto outro caiu no mar, disse uma porta-voz militar.

Poucas horas depois, a Força Aérea Israelense bombardeou o que um porta-voz militar descreveu como dois lançadores de foguetes escondidos no norte de Gaza. Não houve vítimas.

A ofensiva realizada pouco antes do amanhecer contra Ashkelon, cidade a cerca de 12 km ao norte de Gaza, foi incomum, devido à relativa calma de militantes palestinos desde a guerra de novembro do ano passado entre os governantes islâmicos do Hamas no enclave costeiro e o Estado judeu.

Ninguém assumiu responsabilidade pelos lançamentos desta segunda-feira, que podem ter sido conduzidos para estragar as negociações de paz patrocinadas pelos EUA e retomadas pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, rival do Hamas, com Israel em julho. Para dar força a Abbas, Israel deve libertar 26 prisioneiros palestinos nesta semana.

Durante a libertação anterior de prisioneiros, em agosto, militantes de Gaza dispararam foguetes através da fronteira e Israel respondeu com ataques aéreos.

O Hamas pediu a Abbas, que mantém o domínio sobre a Cisjordânia ocupada por Israel, a abandonar a pacificação e formar um novo governo de partilha de poder palestino.

A facção também já sinalizou disposição para entrar em guerra, assumindo a responsabilidade na última semana por um túnel que os israelenses descobriram sendo construído em seu território a partir de Gaza, provavelmente destinado ao sequestro de soldados ou a instalação de explosivos subterrâneos, segundo Israel.

Mas o cenário tem se modificado para o Hamas, que vive uma crise financeira e política desde o corte da ligação com o vizinho Egito pelo novo governo interino no Cairo, apoiado pelos militares.

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