Argentina já vive clima de sucessão presidencial

Os dois políticos com votações mais expressivas nas eleições parlamentares de domingo são cotados para substituir Cristina Kirchner, cujo partido sofreu derrota

Por bferreira

Argentina - Os dois políticos mais votados nas eleições legislativas de domingo na Argentina já estão cotados para a corrida presidencial de 2015. E ambos são opositores da atual presidenta, Cristina Kirchner. Eleito deputado, Sergio Massa, o popular prefeito de Tigre, na província de Buenos Aires, foi apontado pela imprensa local como provável favorito à Casa Rosada. Ele deverá disputar a presidência com Mauricio Macri, prefeito da capital, que conquistou uma cadeira no Senado no fim de semana.

Massa, ex-kirchnerista que este ano lançou seu próprio partido, a Frente Renovadora (sublegenda do peronista Partido Justicialista), obteve mais de dez pontos percentuais em relação ao candidato kirchnerista, Martin Insaurralde. Na cidade de Buenos Aires, o Partido Proposta Republicana, de Macri, teve vitória no Senado, com 38,6% dos votos contra 24,1% do kirchnerismo.

Logo após a votação, ele já admitiu que será candidato a presidente em 2015. Já Massa preferiu alfinetar: “É uma falta de respeito pensar em 2015. O povo está farto de aspirações pessoais. Tenho que pensar na senhora que vai fazer compras e não sabe quanto estará a verdura; no senhor que se levanta às 5h para pegar o ônibus...”.

Seu afastamento do kirchnerismo foi em 2010, após vazamentos do Wikileaks, site que divulgou informações sigilosas do serviço diplomático americano. Foram publicados relatos de conversas de Massa nas quais o falecido ex-presidente Néstor Kirchner, marido de Cristina, era chamado de “perverso, monstro, covarde e psicopata”. O prefeito sempre negou ter feito essas afirmações.

Os governistas perderam, domingo, em 12 dos 24 distritos, entre eles os cinco mais populosos. Cristina ficou com maioria no Congresso, mas seu partido (Frente para a Vitória) e os aliados não obtiveram os dois terços necessários para alterar a Constituição e permitir a reeleição dela para um terceiro mandato em 2015.

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