Por bferreira

Rio - Recurso até então exclusivo das mulheres pode ser ampliado a homens. Cientistas australianos deram mais um passo para o desenvolvimento da pílula anticoncepcional masculina, que impediria a gravidez da parceira.

Pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, descobriram um meio de impedir a saída dos espermatozoides junto com a ejaculação. E o melhor: sem afetar o desempenho sexual. Foram utilizados camundongos geneticamente modificados. Os roedores não produziam duas proteínas necessárias par retirar o esperma do testículo. Segundo os pesquisadores, a pílula funciona ao ‘deletar’ geneticamente essas duas proteínas. Dessa forma, o espermatozoide ficaria ‘retido’ sem efeitos colaterais para os homens. Cientistas tentam descobrir remédios que façam o mesmo efeito em humanos.

Para Marcelo Vieira, do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia, a descoberta é uma espécie de ‘vasectomia medicamentosa’. Segundo ele, a cirurgia corta o canal deferente. Já a pesquisa descobriu como bloquear o receptor que faz com que o espermatozoide saia do testículo.

“A novidade é que pela primeir vez surge uma alternativa que não interfere na produção de espermatozoides e na parte hormonal do homem”, comemora.

A pílula masculina deve levar cerca de dez anos para estar nas farmácias. O medicamento não seria totalmente livre de efeitos colaterais e poderia afetar pressão e batimento cardíaco dos homens.

Você pode gostar