Por julia.sorella
Havana - Em clima de muita tranquilidade, Cuba se prepara para celebrar nesta quarta-feira os 55º anos da revolução que levou o ex-presidente Fidel Castro ao poder, em ato político realizado na cidade de Santiago. A comemoração acontecerá no parque "Carlos Manuel de Gramados", onde aconteceu no dia 1º de janeiro de 1959 o triunfo da revolta armada que derrubou a ditadura de Fulgencio Batista, provavelmente com a presença do atual chefe de Estado, Raúl Castro.
O jornal "Serra Maestra" informou hoje que cerca de 3.500 pessoas acompanharão o ato, que incluirá "arte e oratória", e será dedicado aos jovens e mulheres da ilha. Além de Raúl Castro, que deverá comemorar as solenidades, outros membros do governo e do Partido Comunista deverão estar em Santiago, situada a 900 quilômetros ao leste de Havana.
Comemoração vai acontecer no parque "Carlos Manuel de Gramados"EFE

No último dia 21, em seu discurso na Assembleia Nacional, o presidente já havia felicitado o "nobre e heróico povo cubano", pelo Ano Novo e pelo 55º aniversário da revolução. Assim como em 2009, no cinquentenário da data, é possível que o maior ausente seja o líder do processo revolucionário, Fidel Castro, de 87 anos, que apresenta saúde frágil desde antes de seu afastamento do poder, em 2006.

A última aparição do "Grande Comandante" aconteceu em abril deste ano, na inauguração de uma escola. As comemorações ganharam o lema "Novos desafios, novas vitórias", que são amplamente divulgadas em mensagens televisivas. Pelas ruas de Cuba, diversas bandeiras são vistas penduradas em casa, edifícios públicos e estabelecimentos comerciais.

Evento será dedicado aos jovens e mulheres de CubaEFE

Nos últimos dias, os veículos de imprensa oficiais publicaram diversas reportagens sobre os confrontos travados pelos rebeldes, que culminaram na revolução do dia 1º de janeiro. Neste ano, a comemoração pela vitória chega em meio a ampliação das reformas econômicas para "atualizar" o modelo socialista cubano, com medidas como a esperada reforma migratória e o anúncio de uma próxima e gradual eliminação do sistema de dupla moeda do país. Único país comunista do Ocidente, Cuba ganhou importante respaldo de reinserção regional, ao assumir em janeiro passado a presidência temporária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac).