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Imigrantes africanos protestam em Israel

Cerca de 20 mil manifestantes foram às ruas denunciar que mais de 300 pessoas já foram presas desde dezembro

Por tamyres.matos

Israel - Cerca de 20 mil imigrantes africanos em Israel, a maioria do Sudão e da Eritreia, promoveram ontem um grande protesto no Centro de Tel Aviv contra a demora do governo em processar solicitações de asilo e contra a prisão de centenas de africanos, devido a uma lei aprovada no mês passado e contestada por grupos de defesa dos direitos humanos. Os imigrantes pedem que o governo de Israel conceda a eles o status de refugiados.

Africanos querem que Israel conceda a eles status de refugiadosEfe

Segurando cartazes onde pediam liberdade para os compatriotas presos como trabalhadores ilegais por Israel, os manifestantes denunciavam que mais de 300 pessoas foram presas e abrigados em centro penitenciários. Aprovada pelo parlamento israelense há três semanas, a nova lei permite às autoridades deter imigrantes sem vistos válidos por tempo indeterminado.

No final de dezembro, os imigrantes africanos já haviam realizado protestos. De acordo com as autoridades israelenses, cerca de 60 mil imigrantes atravessaram para Israel através de uma fronteira com o Egito desde 2006.

Muitos deles vivem em áreas pobres de Tel Aviv e afirmam querer asilo e refúgio seguro. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que vê a presença de muitos dos africanos como uma ameaça ao tecido social judaico de Israel e seu governo. Segundo as autoridades israelenses, os imigrantes africanos concorrem aos mesmos empregos ocupados pelos cidadãos israelenses.

Ilegais dizem que são fugitivos

'Somos refugiados e sim à liberdade, não à prisão' gritavam os manifestantes durante o protesto em Tel Aviv. Eles alegam que são “fugitivos de perseguição, ditaduras, guerras civis e genocídios”. “Em vez de nos considerar refugiados, Israel trata-nos como criminosos”, protestam.

Segundo os imigrantes, os centros de detenção ficam em zonas remotas. Podem sair durante o dia, mas têm de responder a chamadas três vezes por dia. Estas obrigações, aliadas à falta de transportes públicos na zona, faz com que não consigam procurar emprego.

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