Por fernanda.magalhaes

Beirute (Líbano) - Pelo menos 385 pessoas morreram nos últimos cinco dias em enfrentamentos entre membros do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, vinculado à Al Qaeda, e de outras facções rebeldes no norte da Síria, informou nesta quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O grupo contabilizou as vítimas registradas desde o amanhecer da sexta-feira até a meia-noite passada durante conflitos entre os radicais e insurgentes de brigadas islâmicas nas províncias de Aleppo, Idlib, Al Raqa e Hama.

Entre os mortos há 56 civis, dos quais nove foram executados pelo Estado Islâmico, enquanto o restante foi vítima da troca de tiros nos combates.

Entre os insurgentes islamitas houve 198 baixas, que ocorreram durante os choques e em atentados cometidos com carros-bomba por parte dos extremistas.

O Estado Islâmico, por sua parte, perdeu 131 membros mortos nos enfrentamentos armados, enquanto 47 foram executados pelos rebeldes após serem presos em Jabal Zawiyah, em Idlib.

O Observatório acrescentou que os radicais mataram dezenas de civis e de insurgentes que tinha capturado, mas que ainda não conseguiu uma documentação precisa sobre a situação.

Desde sexta-feira passada o Estado Islâmico enfrenta combatentes de outros grupos na metade norte do país.

Nesta manhã, os rebeldes tomaram o controle do principal quartel do Estado Islâmico em Aleppo, a maior cidade do norte da Síria.

O líder da Frente al Nusra, Abu Mohammed al Yulani, cujo grupo também proclamou lealdade à Al Qaeda, apresentou ontem um plano, que inclui um cessar-fogo, para pôr fim às disputas entre os rebeldes.

Já o porta-voz do Estado Islâmico, Abu Mohammed al Adnani, convocou seus milicianos a combater seus inimigos para acabar com a conspiração contra sua organização, em gravação de áudio divulgada nas últimas horas na internet.

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