Por tamara.coimbra
Publicado 03/03/2014 14:43 | Atualizado 03/03/2014 14:47

China - A polícia fez uma batida em um distrito uigur na cidade chinesa de Kunming, no sudeste do país, horas depois que atacantes brandindo facas matarem 33 pessoas em uma estação de trem lotada, ressaltando de maneira sangrenta o risco de as tensões étnicas ultrapassarem as fronteiras da irrequieta região de Xinjiang.

A China prometeu reprimir o que disse serem grupos extremistas que querem transformar Xinjiang em um Estado independente chamado Turquestão do Leste, mas também procurou enfatizar a unidade étnica na esteira do que descreveu como um ataque terrorista.

Xinjiang, no extremo oeste da China, abriga a etnia muçulmana uigur, grande parte da qual diz se irritar com as restrições chinesas à sua cultura e religião. Em Kunming, a capital da província de Yunnan, centenas de quilômetros a sudeste de Xinjiang, membros da pequena comunidade uigur com os quais a Reuters conversou disseram que a situação é tensa.

Estação na China ficou vazia e com malas pelo chão após ataque que matou 27 pessoasReuters

"Só eu já fui parado três vezes. A polícia aponta as armas contra nós. Tampouco sabemos o que realmente aconteceu", disse à Reuters Aniwar Wuppur, que trabalha em um restaurante uigur.

China captura suspeitos por ataque

A polícia capturou os últimos três suspeitos de envolvimentos em um ataque lançado com facas no sábado em uma estação de trem no sudoeste da China que deixou 33 mortos, disse a mídia nesta segunda-feira. Segundo autoridades, o ataque na cidade de Kunming, que também deixou 143 feridos, foi perpetrado por separatistas da região do extremo oeste de Xinjiang.

Citando uma declaração do Ministério de Segurança Pública, a agência de notícias Xinhua (Nova China) disse que uma "gangue terrorista" de seis homens e duas mulheres liderada por uma pessoa identificada como Abdurehim Kurban era responsável pelo ataque.

Xinhua afirmou que a polícia matou a tiros quatro dos agressores, que usaram facas para cortar multidões de pessoas, e capturou uma suspeita no local.

Citando uma declaração do Ministério de Segurança Pública, a agência de notícias Xinhua (Nova China) disse que uma "gangue terrorista" de seis homens e duas mulheres liderada por uma pessoa identificada como Abdurehim Kurban era responsável pelo ataque.

Xinhua afirmou que a polícia matou a tiros quatro dos agressores, que usaram facas para cortar multidões de pessoas, e capturou uma suspeita no local.

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