Papa conta como 'furtou' a cruz do rosário de um religioso morto

Francisco contou o episódio em reunião com sacerdotes

Por bferreira

Vaticano - O Papa Francisco revelou ter quebrado o sétimo mandamento (‘Não Furtar’), quando ainda era cardeal na Argentina. Ele furtou a cruz do rosário de um religioso morto. A declaração foi feita ontem numa reunião informal com sacerdotes romanos, no Vaticano.

Papa FranciscoReuters

O episódio aconteceu durante funeral em Buenos Aires. O falecido era “um grande confessor”, segundo Francisco, que escutava as confissões da maioria dos sacerdortes, inclusive as do Papa João Paulo II quando este ia à Argentina. “Vi o rosário e imediatamente o ladrão que todos temos dentro de nós veio à minha mente”, declarou.

Segundo o Papa, quando ele chegou ao velorio, “não havia uma só flor” no caixão. Ele, então, foi comprá-las. Quando voltou para colocá-las sobre o caixão, viu o rosário que seu confessor tinha nas mãos. “E enquanto eu colocava as flores, peguei a cruz”, revelou. Francisco contou ainda que guarda até hoje o objeto numa bolsa sob a batina e, com ele, espera ter “a metade da misericórdia do religioso”.

Esta foi mais uma das histórias polêmicas do Papa, que está entre os candidatos ao Prêmio Nobel da Paz, segundo anunciou o diretor do Instituto Nobel, Geir Lundestad, ao apresentar a lista de 278 nomes escolhidos, informou a agência italiana Ansa. A candidatura acontece poucos dias antes de o argentino completar, em 13 de março, o primeiro aniversário de seu Pontificado. A comissão do Nobel vai reduzir a lista a uma dúzia de nomes antes do final de abril e o escolhido será anunciado em 10 de outubro.

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