Por bferreira

Rio - As mulheres correm mais risco de morrer por infarto do que os homens. Isso porque o problema cardíaco pode ser confundido com males menos graves, como crises de ansiedade, o que atrasa o tratamento. O alerta é de pesquisa Universidade McGill, em Montreal, no Canadá.

Segundo Louise Pilote, médica responsável pelo estudo, em mulheres jovens com sinais de ansiedade, casos de infarto acabam sendo ‘descartados’ pela equipe hospitalar.

O médico explica ainda que, nas mulheres, os sintomas do infarto são menos comuns e, em vez da típica dor no peito, elas podem sentir dor no estômago, nas costas, falta de ar e náusea. “O certo é fazer eletrocardiograma e exame de sangue para diagnosticar o problema”, cita Carlos Costa Magalhães, diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A cardiologista Aurora Issa, do Instituto Nacional de Cardiologia, acrescenta que, por questão cultural, doenças cardíacas são associadas aos homens, apesar de serem também a principal causa de morte entre as mulheres.

Segundo o Ministério da Saúde, 34,2% dos óbitos têm relação com problemas circulatórios. “Não vemos essa consciência nas mulheres e muitas vezes nos profissionais de saúde”, aponta.

HOMENS: SOCORRO RÁPIDO

Voltar para casa sem atendimento correto pode provocar arritmia, insuficiência cardiaca e até morte. Segundo a pesquisa, os homens recebem tratamento cardíaco mais rápido do que as mulheres. Na pesquisa, foi verificado que eles são submetidos ao eletrocardiograma em 15 minutos, 13 a menos que as mulheres. O estudo entrevistou 1.123 pacientes entre 18 e 55 anos.

Carlos Magalhães alerta que, após a menopausa, com as mudanças hormonais, a mulher perde uma proteção cardíaca promovida pelo estrogênio. A partir dos 70 anos, o risco de sofrer doenças como infarto, AVC e aneurisma é maior entre elas.

Comer chocolate faz bem ao coração

Um novo levantamento da Universidade Estadual da Louisiana, nos Estados Unidos, constatou que ingerir chocolate amargo propicia uma ação antiinflamatória no tecido do coração. Uma pesquisadora explicou que comer esse tipo de chocolate alimenta os ‘bons micróbios’ que residem no intestino. Quando as bactérias começam a digeri-lo, criam compostos anti-inflamatórios que atuam diretamente sobre o coração. “Quando os compostos são absorvidos pelo corpo, diminuem a inflamação do tecido cardiovascular, e reduzem o risco de longo prazo de um AVC”, explicou John Finley, o principal autor do estudo.

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