Por julia.sorella

Bogotá - O procurador-geral da Colômbia, Alejandro Ordoñéz, apresentou nesta quarta-feira uma carta na qual solicita que o presidente Juan Manuel Santos execute a decisão que destitui e desabilita por 15 anos o prefeito de Bogotá, Gustavo Petro.

Com este trâmite, o último previsto neste processo, o presidente tem dez dias para definir se executa a decisão da Procuradoria ou acata as medidas cautelares outorgadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para que o prefeito bogotano siga no cargo. Além disso, Ordóñez solicitou uma reunião com Santos para informar sobre as implicações da decisão, embora por razões de agenda ainda não foi fixada uma data para este encontro.

Gustavo PetroDivulgação

Este é o último trâmite previsto no processo após a decisão da quarta-feira do Conselho de Estado, máximo tribunal de Contencioso Administrativo da Colômbia, que rejeitou todas as tutelas (recursos de amparo) que buscavam suspender a destituição e inabilitação de Petro.

A Procuradoria denunciou o prefeito bogotano em dezembro pelo suposto mal manejo de uma crise no recolhimento de lixo na capital colombiana no final de 2012 após a mudança de um modelo privado para um público. Após um périplo de mais de três meses pelas instâncias colombianas, a CIDH ditou nesta quarta-feira medidas cautelares a favor de Petro nas quais solicita que seja suspensa a aplicação da decisão, que Santos terá que decidir se acata ou não esse pedido.

Você pode gostar