Por bferreira

Síria - Na guerra civil que se arrasta por três anos na Síria, já morreram pelo menos 150.344 pessoas, das quais 51.212 civis. O novo balanço foi divulgado ontem pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), organização não governamental com sede em Londres. Entre estas vítimas fatais, quase 8 mil são crianças.

Segundo os números da organização, morreram 37.781 combatentes pela oposição e 58.480 do lado do governo. O Observatório contabilizou ainda 2.871 mortos que não foi possível identificar. A guerra civil na Síria se originou de protestos contra o regime do presidente Bashar Al Assad, que foram violentamente reprimidos.

Moradores do país também têm enfrentado a violência de criminosos comuns, além da guerra. Há relatos de que o governo mandou soltar presos para que as cadeias tenham espaço para ‘receber’ opositores. Uma funcionária pública identificada como Andi, 30 anos, acredita ter sido vítima de um destes bandidos. Dia 12 de janeiro, ela foi atacada com ácido por dois homens de moto, quando ia para o trabalho, como mostrou ontem o portal G1.

Após um período internada num hospital da capital síria, Damasco, ela o marido fugiram de seu país, e agora se estabeleceram numa comunidade árabe em Guarulhos, São Paulo, aonde chegaram há dez dias. Andi, que está grávida de três meses, ficou com cicatrizes de queimaduras nos braços, entre os seios, numa das pernas e no rosto. “Disseram que Andi poderia ter um bom tratamento médico aqui”, disse o marido. Antes de chegar ao Brasil, o casal refugiado passou por Líbano, Turquia e Alemanha.

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