Por bferreira

Rio - O cansaço de Cadu, personagem de Reynaldo Gianecchini na novela ‘Em Família’, não é um simples excesso de atividades. O cozinheiro é portador de miocardiopatia dilatada, doença caracterizada pelo aumento do coração, que causa falta de ar e inchaços. No Rio, na vida real, o mal é tema de pesquisa para novo tratamento.

Cadu fica arrasado ao descobrir que tem uma doença graveDivulgação

Segundo a coordenadora do Núcleo de Transplantes do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Jacqueline Sampaio, a miocardiopatia é uma doença crônica que diminui a capacidade do coração. Nos casos mais graves, a saída é o transplante. “O órgão passa a não bombear o sangue como deveria e acaba sobrecarregando o sistema respiratório”, explica.

O diagnóstico foi revelado no capítulo de segunda-feira e o personagem chegou a ser internado na UTI. Apesar de ter hábitos saudáveis, Cadu começa a sentir muito cansaço em atividades do cotidiano, o que o faz procurar um médico. De acordo com a cardiologista, esse é o principal sintoma, seguido de inchaço. “O acúmulo de plasma em diversas partes do corpo, como pulmões, acontece porque o sangue não circula direito”, disse.

Nos jovens, a doença tem duas principais origens: genética e viral, quando vírus contraídos no ar se alojam e inflamam o músculo do órgão, situação menos comum. Tudo indica que este seja o caso de Cadu. Há ainda episódios em que as razões são desconhecidas.

Pesquisadores do INC estão testando tratamento para diversas doenças — entre elas a miocardiopatia — com células-tronco. Foram recrutados 1,2 mil pacientes. Metade recebe medicamentos tradicionais e o outro grupo é tratado com injeções de células-tronco retiradas de suas medulas ósseas.

Segundo o site do instituto, se a eficácia for comprovada, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá usar esta técnica. A previsão é que os resultados sejam publicados este ano.

Mudança de alimentação e remédios

Cadu, que é aspirante a chef de cozinha, soube que teria restrições alimentares. Isto porque mudanças na dieta fazem parte do tratamento. “Diminuir o sal e aumentar a ingestão de líquidos são atitudes fundamentais, além de tomar série de medicamentos, como vasodilatadores, e até usar marcapasso”, diz Jaqueline. Segundo ela, o diagnóstico é feito por meio de uma bateria de testes que vão de um simples exame de sangue a um ecocardiograma. Idosos e pessosas de meia idade são mais vulneráveis à doença, já que os índices de insuficiência cardíaca são altos neste grupo, segundo ela.

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