Ativistas querem que a carne de cachorro deixe os cardápios da China

Quem defende o consumo desse tipo de alimento alega que pratos à base de cachorro são uma tradição de mais de dois mil anos em parte do país

Por bferreira

China - O verão chegou à China e reavivou a antiga polêmica sobre o consumo de carne de cachorro, legal no país. Isso porque o início da estação é sempre celebrado com um festival gastronômico na cidade de Yulin, no norte do país, criado para o consumo de carne canina.

Nem a pressão feita por grupos de defesa dos animais — que acham que as campanhas de conscientização da população vêm surtindo efeito ao longo do tempo — impediu que cerca de dez mil cães fossem sacrificados para o evento. Os ativistas buscam o apoio de um número cada vez maior de personalidades, a fim de conseguir que o governo seja induzido a acabar com a matança dos animais. Para marcar posição, eles organizaram manifestações em frente à Prefeitura de Yulin e na capital, Pequim.

Quem defende o consumo desse tipo de alimento alega que pratos à base de cachorro são uma tradição de mais de dois mil anos em parte da China. Mas os ativistas garantem que a carne de cão não é uma alimentação regular para os chineses e que faz parte da dieta pelo histórico de fome e de dificuldade de alimentar uma população de mais de 1,3 bilhão de pessoas. Em Hong Kong — ex-colônia britânica que possui um sistema jurídico bem diferente do da China —, a carne de cachorro foi proibida em 1953.

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