Por bferreira

Estados Unidos - O médico norte-americano Kent Brantly, contaminado pelo vírus do ebola na África Ocidental, chegou ao Hospital Universitário de Emory, em Atlanta, no sul dos Estados Unidos, onde ficará internado em uma unidade de isolamento.

O médico norte-americano Kent Brantly no hospital Elwa%2C na Monróvia%2C Libéria%2C enquanto trabalhavaReuters

Brantly, voluntário que trabalhava na Libéria, aterrissou em um voo especial e seguiu para o hospital em uma ambulância com medidas de segurança especiais. Primeiro paciente contaminado a ser tratado em um hospital dos EUA, ele também teve escolta policial até o centro médico, um dos quatro do país com unidade de isolamento para tratar doenças altamente contagiosas. Além de Brantly, a missionária Nancy Writebol, outra voluntária americana contagiada pela doença na Libéria, também deverá ser transferida para os Estados Unidos nos próximos dias. O estado dos dois é grave.

A Libéria é um dos países mais afetados pelo pior surto de ebola na história, junto à Guiné e à Serra Leoa. Representantes do Hospital Universitário de Emory descartaram a existência de um risco de contágio em massa com a chegada dos pacientes. “Contamos com uma grande quantidade de medidas de segurança e não achamos que exista risco para as pessoas que trabalham ou vêm ao hospital”, declarou Bruce Ribner, um dos médicos em contato direto com os pacientes. A missionária será internada na mesma unidade de isolamento.

Na última quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA confirmou a morte de um americano na Nigéria. Identificado como Patrick Sawyer, 40 anos, ele teria contraído o vírus na Libéria.

Os países da África Ocidental afetados pela epidemia do ebola e seus vizinhos adotam medidas excepcionais para atenuar a proliferação do vírus, que, após matar mais de 700 pessoas, segue fora de controle. Na última sexta-feira, Libéria, Guiné e Serra Leoa firmaram com a Organização Mundial da Saúde (OMS) um acordo para extremar as medidas sanitárias e de controle de fronteiras. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que não há caso suspeito ou confirmado da doença no Brasil e que os riscos de propagação de ebola para o país é baixo.

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