Casa Branca diz estar 'devastada' por aparente assassinato de Sotloff pelo EI

Porta-voz diz que parentes de Steven Sotloff estão cientes do suposto vídeo que mostra decapitação do Estado Islâmico

Por leonardo.rocha

Washington - A Casa Branca declarou nesta terça-feira estar "devastada" pelo vídeo que mostra a suposta decapitação do jornalista americano Steven Sotloff pelo Estado Islâmico (EI). O assassinato ainda não confirmado.

"Vimos um vídeo que supostamente mostra o assassinato do cidadão americano Steven Sotloff pelo Estado Islâmico. A comunidade de inteligência está trabalhando o mais rápido possível para determinar sua autenticidade. Se for genuíno, estamos devastados pelo brutal assassinato de um jornalista americano inocente e expressamos nossas mais profundas condolências a sua família e amigos. Daremos mais informação assim que for possível", disse à imprensa Bernadette Meehan, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

Casa Branca, Washington (EUA)Divulgação



O vídeo, intitulado "Segunda mensagem à América" e divulgado pelo grupo de inteligência "Site", é muito parecido ao distribuído pelo EI no final de agosto com a decapitação do jornalista americano James Foley, em que a organização jihadista ameaçava matar Sotloffse o presidente americano, Barack Obama, continuasse com sua campanha de ataques seletivos no Iraque.

As imagens mostram Sotloff vestido com uma túnica laranja ajoelhado junto a um homem encapuzado que assegura ser o mesmo indivíduo que matou Foley. Antes de ser decapitado, Sotloff se dirige a Obama para dizer que está "pagando" com sua vida o preço de sua "interferência" no Iraque. "Por acaso não sou um cidadão americano? Gastam bilhões dedólares dos impostos americanos e perdemos milhares de nossas tropas lutando contra o Estado Islâmico.

Estado Islâmico diz ter decapitado mais um jornalista norte-americano

Onde esta o interesse das pessoasquando voltamos a esta guerra?", afirma. Depois, o terrorista encapuzado se dirige a Obama e diz que"voltou" devido à "arrogante" política do governante americano contra o EI e seus ataques para defender Mossul no Iraque. Acredita-se que Sotloff, de 31 anos e nascido em Miami, foi capturado em agosto de 2013 perto da fronteira entre a Síria e aTurquia. Ao longo de sua carreira, trabalhou como para veículos como "Time", "World Affairs Journal" e "Christian Science Monitor" apartir da Líbia, Iêmen e Síria.

Foto de arquivo mostra o jornalista americano Steven Sotloff morto nesta terça-feiro pelo grupo Estado IslâmicoReuters

Família do Jornalista norte-americano

Um porta-voz da família diz que parentes do jornalista freelancer Steven Sotloff estão cientes do suposto vídeo que mostra sua decapitação por militantes Estado islâmico.

Em um comunicado de duas frases emitido nesta terça-feira, porta-voz da família Stloff, Barak Barfi, afirma "sabe desta tragédia horrível e está de luto."

A família não foi informada sobre a autenticidade do vídeo, e Barfi disse que os parentes não pretendem fazer quaisquer comentários adicionais no momento sobre o conteúdo.

Sotloff, 31, que trabalhava como freelancer para as revistas Time e Política Externa, desapareceu na Síria em agosto de 2013 e não foi visto novamente até aparecer em um vídeo divulgado online no mês passado, quando mostrou a decapitação de Foley. Vestido com um macacão laranja e tendo como pano de fundo uma paisagem árida síria, Sotloff foi ameaçado nas imagens anteriores, a menos que os EUA parassem com os ataques aéreos sobre o grupo no Iraque.

O grupo Estado Islâmico tem aterrorizado rivais e civis com sua brutalidade amplamente divulgada enquanto visa expandir suas ocupações. Eles têm frequentemente publicado fotos e vídeos horríveis de bombardeios e decapitações para assassinatos em massa.

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