Missionário que trabalhava na Libéria é o 3º americano infectado pelo ebola

Vírus do ebola causou mais de 1.500 mortes em 3.069 casos

Por leonardo.rocha

Atlanta - Um missionário que trabalhava na Libéria foi confirmado como o terceiro cidadão americano infectado pelo vírus ebola, anunciou nesta terça-feira a organização religiosa SIM EUA. O paciente em questão é doutor e pertence a mesma organização na qual colaboravam os outros dois missionários americanos infectados -Nancy Writebol e Kent Brantly -, que já tiveram alta após serem transferidos para Atlanta, nos Estados Unidos.

Vírus do ebola já foi detectado em três missionários americanos na ÁfricaReuters



Em comunicado, a organização religiosa indicou que o médico trabalhava em uma unidade de obstetrícia no Hospital ELWA de Monrobia e, inclusive, não tratava pacientes com ebola no centro hospitalar, fato que impossibilita identificação da via de contágio. "Após começar a demonstrar sintomas (do ebola), o médico se isolou e foi transferido à unidade de isolamento ELWA Ebola. O médico está bem e de bom ânimo", disse a SIM EUA.

Após terem sido diagnosticados com ebola, Writebol e Brantly foram transferidos em um avião ambulância da Libéria aos Estados Unidos, onde começaram um tratamento experimental com o remédio ZMapp, até então nunca usado em humanos, e se recuperaram.

Os missionários permaneceram cerca de três semanas isolados em uma unidade especial no hospital Universitário de Emory, em Atlanta, situado a poucos metros da sede dos Centros de Controle e Doenças (CDC).

Em entrevista coletiva, o diretor dos CDC, Tom Frieden, advertiu hoje sobre o risco do surto de ebola que afeta África Ocidental sair de controle, principalmente se nenhuma resposta mundial for adotada para contê-lo. "Este não é um problema da África Ocidental e nem um problema somente da África, é um problema para todo o mundo e todo o mundo deve responder", disse Frieden.

O atual surto de ebola, o mais letal desde que o vírus foi descoberto na República Democrática do Congo (RDC) em 1976, causou pelo menos 1.550 mortes desde o último mês de março, quando foi identificado em Guiné e, posteriormente, se estendeu para Libéria,Serra Leoa, Nigéria e Senegal.

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